19/05/16 - 04:58:40

MOVIMENTO: MULHERES NÃO RECONHECEM O GOVERNO DE TEMER

Por: Iracema Corso

Baile das Bruxas faz protesto de enfrentamento às medidas de desmonte da saúde pública, educação, cultura e políticas sociais

Música, poesia e arte de intervenção marcaram o protesto cultural Baile das Bruxas: contra o retrocesso machista e em defesa da democracia. A atividade política aconteceu embaixo do Viaduto do DIA, em Aracaju, na noite desta quarta-feira, dia 18/05, e foi realizada pelo movimento Mulheres Contra Temer, que integra a Frente Sergipana Brasil Popular.

Dirigente Nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT), a professora Ângela Melo participou da atividade junto a lideranças do SINDIJUS (Judiciário), SINDIJOR (jornalistas) e SINTESE (professores). “As mulheres não reconhecem o governo golpista de Michel Temer (PMDB) e este ato é um momento de enfrentamento às medidas tomadas como o fim do Ministério da Cultura, assim como o fim da Secretaria da Mulher e dos direitos Humanos; cortes anunciados na educação, na saúde, reforma da previdência, cortes no Programa Minha Casa, Minha Vida. Sabemos que as mulheres serão as principais prejudicadas por estas medidas. Portanto este é o momento da mulher ir pras ruas, é hora da mulher abrir a boca, fazer a denuncia, protestar. A CUT orienta todas as CUTs estaduais a ocupar as ruas. Direito não se retira, se amplia”.

O movimento estudantil, o movimento social e a juventude tiveram presença decisiva na construção da atividade de luta embaixo do Viaduto do DIA. A apresentação cultural teve início com o show voz e violão de Nicole Donato, programação prosseguiu com recital de poesias e intervenção teatral com várias mulheres fantasiadas de bruxa.

Membro do Levante Popular da Juventude, Adrielly Regis convidou todos os presentes a participarem das atividades culturais de resistência e luta que estão sendo realizadas na ocupação do IPHAN em Aracaju. “Nós, mulheres, gays, trans, bissexuais, lésbicas, negras, nós somos agentes transformadores da sociedade e não vamos aceitar o retrocesso”.