09/06/16 - 14:03:00

Senador diz que falta de investimentos prejudica transplantes (Foto ascom)

 

O senador Eduardo Amorim (PSC-SE) utilizou o plenário do Senado para lamentar a crise na saúde pública sergipana. O parlamentar rememorou que, por falta de investimentos e de infraestrutura, há mais de cinco anos não são realizados transplantes renais ou cardíacos em Sergipe. Para ele, o estado foi pioneiro em transplantes no Nordeste, mas a saúde sofre atualmente, com a omissão e o descaso de “desgoverno”.

“Nosso Estado, que foi pioneiro no transplante de coração no Nordeste, não faz um único transplante já há alguns anos, nem o mais simples deles, o de córnea”, informou o senador ao lembrar do acidente ocorrido na última sexta-feira, em um shopping de Aracaju, e que culminou com a morte de uma jovem de 21 anos.

Segundo o senador, apesar de toda dor pela perda da filha, os pais da jovem doaram suas córneas e a informação é que não foi possível o transplante por falta de estrutura hospitalar. “Falta investimento e estrutura na área, desde a captação dos órgãos até o transplante propriamente dito, os pacientes sergipanos, hoje padecem da falta desse atendimento, muitos morrem, outros perdem a chance de voltar a enxergar”, disse Eduardo.

Fundação

O parlamentar lembrou, ainda, que o governo de Sergipe criou a Fundação Hospitalar de Saúde em 2008, a qual foi instituída em novembro de 2009, para ser responsável pelo gerenciamento de diversos hospitais regionais, do Hospital de Urgência de Sergipe, Unidades de Pronto Atendimento, além do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). “O mesmo governo que a criou e seus sucessores, a envolveu em dívidas impagáveis e em imensas dificuldades”, explicou.

O senador manifestou sua preocupação com o futuro da saúde pública em Sergipe e com os empregos dos funcionários concursados da fundação. Na opinião de Eduardo Amorim, Sergipe retroagiu no tempo, reduzindo a sobrevida dos pacientes que necessitam de transplantes e enganando o povo.

“Estima-se que, em Sergipe, cerca de 600 pessoas estejam na fila para o transplante de rim. Já para o de córnea, 164 pessoas esperam e nutrem a expectativa de que o governo mude a perspectiva e consiga voltar a realizar esse procedimento”, disse o senador.

Assessoria de Imprensa