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Biblioteca Epifânio Dória celebra 168 anos nesta quinta, dia 16 (Foto Secult)

Passando por diversas modificações ao longo de sua história, a Biblioteca Pública Epifânio Dória continua conquistando novos leitores, tanto pelo seu acervo quanto por seus projetos inovadores.

Um dos mais importantes pontos de incentivo à leitura dentro do Estado de Sergipe comemora seus 168 anos fundação nesta quinta-feira, 16. Passando por diversas modificações ao longo de sua história, a Biblioteca Pública Epifânio Dória (BPED), unidade da Secretaria de Estado da Cultura (Secult), continua conquistando novos leitores, tanto pelo seu acervo quanto por seus projetos inovadores.

A Biblioteca conta atualmente com diversos setores que abrigam obras de grande relevância histórica. Um destes setores é a Hemeroteca, que dispõe de nove mil jornais, sendo mais de duas mil unidades digitalizadas, e aproximadamente 100 títulos dos mais variados sobre Sergipe, desde 1832.  Além da Hemeroteca, a BPED dispõe do Setor de Documentação Sergipana, que abriga 6.800 obras, com mais de 350 autores e 200 temas variados sobre o nosso Estado.

Além disso, a Biblioteca possui seções que atendem a públicos diversificados.  Com mais de 13 mil obras das mais variadas ciências, o Acervo Geral é o local ideal para consultas de assuntos com cunho acadêmico e didático, sendo que eles podem ser feitos no próprio espaço da BPED. Mas é na Seção de Obras Raras onde os leitores podem obter informações a partir do século XIX. Este setor dispõe de cerca de cem mil obras.

Outro setor bastante procurado pelos visitantes é a Seção Circulante. Com mais de 11 mil usuários cadastrados, o acervo conta com cerca de 10.500 obras que podem ser consultadas no local ou pelo site, em sua maioria romances e best-sellers, dos mais variados autores e temas didáticos, estando à disposição para o empréstimo aos leitores.

Memoriais

Importantes nomes da literatura sergipana não poderiam estar de fora do acervo da Biblioteca. A Sala Sílvio Romero, por exemplo, é o único acervo deste tipo no país sobre o autor. Seu acervo particular conta com 1.300 obras. Outra adaptação feita na BPED foi o Memorial Epifânio Dória. Este ano ele foi realocado para um local de fácil acesso para o público.

Novos projetos

Segundo a atual diretora da Biblioteca, Juciene Maria, um dos principais objetivos da Epifânio Dória é provocar e incentivar o desejo de ler, e pensando nisso, a BPED têm sempre desenvolvido projetos neste sentido. “O trabalho realizado por essa instituição atende o caráter cultural e educacional que tem a vocação nata para exercer o papel fundamental na inserção da sociedade sergipana. Nós disponibilizamos para os usuários todo tipo de informação, na igualdade de acesso para todos. Através da promoção e do incentivo à leitura nos buscamos atuar na formação do cidadão”, explicou.

Outros importantes setores da Biblioteca são a Sala de Braille, a Sala do Projeto CDI e a Sala de Cultura Popular. Na sala de Braille são mais de mil obras distribuídas em diversas áreas. Já no Projeto CDI, a parceria entre a Biblioteca e o Instituto Bill Gates que oferta à sociedade um laboratório com 10 computadores os quais servem de implementação de projetos de inclusão digital e práticas de leitura.

Um espaço aconchegante, que conduz os visitantes ao universo do cordel e das mais tradicionais manifestações da cultura nordestina. A Sala de Cultura Popular Manoel D’Almeida Filho foi reinaugurada no dia 1º de abril deste ano ganhando uma nova decoração e opções para melhor atender ao público leitor. Agora, a Sala reúne em um único espaço todo acervo sobre Folclore, que antes estava distribuído em diversas alas do setor geral da Biblioteca.

História

Criada pela Lei 233, de 16 de junho de 1848, e inaugurada a 2 de julho de 1851 numa das salas do Convento São Francisco, na cidade de São Cristóvão, a Biblioteca Pública Provincial iniciou suas atividades com 415 obras doadas pelo então presidente Amâncio João Pereira de Andrade. Com a mudança da Capital, foi transferida para Aracaju. Funcionou em dois locais improvisados, até ter prédio próprio. O primeiro, na atual Praça Olímpio Campos, em 1914, onde funciona, atualmente, a Câmara de Vereadores e o segundo, no prédio onde hoje está sediado o Arquivo Público do Estado.

Em 30 de dezembro de 1970, com o Decreto 2020, no governo de João de Andrade Garcez, a referida Biblioteca passou a denominar-se Epifânio Dória. Na mesma década, foi projetado e construído o prédio para abrigar a Biblioteca Pública Epifânio Dória, no prolongamento da Rua Vila Cristina, trecho hoje denominado Rua Dr. Leonardo Leite, e inaugurado a 27 de outubro de 1974, local que abriga a BPED até hoje.

Fonte ascom Secult