30/06/16 - 05:23:07

Aracaju recebe o 2º Seminário Nacional de Saneamento (Foto ascom)

por: Iracema Corso

Filiado à Central Única dos Trabalhadores (CUT/SE), o SINDISAN está trazendo para o Estado de Sergipe o 2º Seminário Nacional de Saneamento, com o tema ‘As PPPs e a Federalização do Saneamento’, que acontecerá nos dias 11 e 12 de julho, em Aracaju, no Hotel Classic.

A atividade política é realizada pelo Coletivo Nacional de Saneamento – FNU – que reúne sindicatos de urbanitários de todo Brasil e contará com a presença de membros do Ministério das Cidades.

Diretor do SINDISAN, Jorge Tupinambá explicou que um dos objetivos do Seminário é fazer o levantamento com trabalhadores de todo Brasil para saber como está a questão das concessões do serviço de saneamento e distribuição de água em cada Estado. “Passamos por um momento crítico. Saneamento básico é saúde, e água é vida, tem que estar ao acesso de todos. Verificamos em Estados que privatizaram o serviço de saneamento e distribuição de água, a exemplo do Estado do Paraná, que a tarifa é muito alta. Já existem várias empresas privadas nacionais e internacionais interessadas no mercado do saneamento. Mas a água não pode ser tratada como mercadoria, é um bem essencial. Precisamos resolver tudo que se refere à questão hídrica e de saneamento para oferecer o melhor serviço possível à população. Privatização não é o caminho”.

Tupinambá acrescentou que todos os problemas já citados sobre a privatização já se tornaram realidade em alguns Estados que privatizaram o saneamento e a distribuição de água, a exemplo do Tocantins, Bahia, Piauí e Alagoas.

Diretora do SINDISAN, Iara Nascimento ressaltou que a possível federalização das empresas estatais de saneamento é um assunto que afeta toda população. Aumento da tarifa, problemas no abastecimento e distribuição de água potável são consequências prováveis da privatização do Sistema de Saneamento Básico. A demissão em massa, rebaixamento de salários, perda de direitos e precarização das condições de trabalho também preocupam os mais de 1.600 trabalhadores da DESO.

Os dirigentes sindicais citaram a Energipe, hoje Energisa, como exemplo para lembrar que antes da privatização a empresa tinha 1.200 funcionários e agora conta com menos de 850.“O Coletivo Nacional de Saneamento está em estado de alerta. A cada três meses realizamos encontros, seminários, espaços de debate em diferentes estados para deliberar formas de enfrentamento no combate às privatizações. Precisamos compreender exatamente o impacto das PPPs, o rolo compressor da privatização que já atinge vários estados, e uma possível federalização do saneamento. A população precisa estar ciente da seriedade deste problema”, avaliou Iara.