30/06/16 - 11:25:59

Fortes emoções são responsáveis pela Síndrome do Coração Partido (Foto ascom)

Quem nunca sofreu por um amor não correspondido? Ou nunca perdeu alguém muito querido? Existem perdas na nossa vida que causam tanta tristeza, que a sensação de aperto no peito é de que estamos doentes e que a dor não vai passar. Essas sensações são tão corriqueiras na vida da maioria das pessoas que músicas foram feitas inspiradas nessas sensações, até mesmo livros, filmes e tema de novelas.

Mas a verdade é que o coração partido não é apenas uma força de expressão, ele também pode ser uma doença, a Síndrome do Coração Partido. Esse problema acarreta dores físicas e problemas psicológicos que, se não tratados, podem se agravar e resultar em doença cardiovascular mais grave.

A doença é ainda pouco conhecida pelos médicos, pois o primeiro caso foi relatado apenas em 1990, no Japão. A síndrome é cientificamente chamada de cardiomiopatia de Takotsubo que, em japonês, significa armadilha para capturar polvos, devido ao formato semelhante ao do coração após apresentar o problema. As artérias continuam intactas, mas o coração sofre uma dilatação na ponta, uma alteração da contração, que normalmente é a ponta. É uma doença rara, que ocorre normalmente, após uma forte emoção, normalmente de perda, como morte ou separação.

O cardiologista do Hapvida, Newton Rodrigues, orienta como proceder caso a doença seja diagnosticada. “Não existe um tratamento convencional para essa síndrome. A doença costuma ter boa evolução e não deixar sequelas. Normalmente, ela dura enquanto o emocional estiver preponderando. Se o quadro de tristeza, nostalgia e saudade de quem se perdeu não for tratado, o coração continua responde dessa forma anormal. Mas, como as coronárias estão saudáveis, provavelmente a evolução será muito boa. O apoio psicológico sempre ajuda a suportar os sintomas.”, esclarece.

O tratamento deve ser feito em conjunto com psicólogo, já que o equilíbrio emocional é um dos fatores preponderantes para a superação dessa patologia, quando não tratada ela pode causar morte.

“É importante observar se o indivíduo tem outras morbidades, como isquemia, hipertensão, diabetes ou dilatação do ventrículo e, diante de uma descarga de adrenalina tão violenta, ele pode ter uma evolução ruim. Como não é uma regra e não se tem uma experiência muito grande com essa doença, se torna tudo especulação.”, alerta.

O público mais atingido em 95% dos casos pela Síndrome são as mulheres na faixa etária dos 55 anos.

D COMUNICAÇÃO ESTRATÉGICA