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O homem do nosso século: Egotrip – Ser ou não ser? Eis a comédia (Foto assessoria)

“O homem do nosso século – o homem psicológico, econômico, moral, metafísico – é um homem ‘massificado’, mas é sobretudo um homem ‘separado’. Separado dos outros, separado do corpo social, separado de si mesmo, dividido, fragmentado, despedaçado”, Jean-Pierre Sarrazac, em Léxico do drama moderno e contemporâneo.

Um grupo de quatro amigos tipicamente urbanos e individualistas decide viajar para uma longínqua cidadezinha do interior com o propósito de recuperar um suposto “anel de nobreza” pertencente à família de um deles. É assim que começa o inédito, divertido e envolvente espetáculo teatral “EGOTRIP – Ser ou não ser? Eis a comédia.”, que estreia temporada em Salvador no dia 07 de julho, no Teatro do SESI Rio Vermelho, sempre de quinta a domingo, às 20h. Os ingressos, com valores populares, custam R$ 10 [intera} e R$ 5 [meia entrada].

Nas curvas dessa viagem, os personagens viverão uma série de situações cômicas e dramáticas que transformarão suas percepções sobre o mundo. Uma clara alusão ao gênero cinematográfico road movie, em que os protagonistas deixam seus lares, partindo em busca de novas aventuras e fatalmente alterando as perspectivas sobre suas próprias vidas cotidianas. Durante esse processo, surgem muitas questões que refletem dilemas contemporâneos, como os binômios “carreira profissional x realização pessoal”, “posição política de esquerda x direita”, “casamento x vida solteira”, “cidade x campo” e “competitividade x solidariedade”. Dicotomias que proporcionarão uma busca de identidade, uma viagem do ego – daí o título da obra.

O espetáculo tem texto e encenação de João Sanches, trilha sonora ao vivo de Leonardo Bittencourt e conta com um elenco estelar da nova geração do teatro baiano – Igor Epifânio, Alexandre Moreira, Jarbas Oliver e Rafael Medrado, que já integraram grandes sucessos de bilheteria, como “Entre Nós – Uma comédia sobre diversidade” (Prêmio Braskem de Melhor Espetáculo, Melhor Texto e Melhor Ator, em 2013), “A Bofetada”, “Os Cafajestes”, “Siricotico” e “Camila Backer”.

Por sua vez, o encenador João Sanches é responsável por prestigiados espetáculos, como “Eu te amo mesmo assim”, “Boca a boca: um solo para Gregório” e “Entre Nós – Uma comédia sobre diversidade”, e que já realizaram temporadas tanto em outros estados, como São Paulo e Rio de Janeiro, quanto em outros países, como Estados Unidos e Portugal. Para Sanches, a vida dos dias de hoje é uma vida de muitos trânsitos, muitos caminhos, com trocas mais dinâmicas e intensas. “Foi dessa observação que surgiu a vontade de refletir sobre um paradoxal sentimento contemporâneo de desconexão num mundo super conectado”, explica o encenador, que se apressa em complementar: “mas com leveza e humor”.

O cenário do espetáculo é uma pop arte vibrante e colorida. A base do material primário utilizado são engradados de cerveja, fazendo uma referência à liberalização da bebida nos dias de hoje e no quanto ela está presente nas relações sociais, no estímulo aos debates contemporâneos e nas mais variadas conversas. As ilustrações que colorem os engradados são inspiradas na arte urbana e caótica do norte americano Jean Michel Basquiat, valorizando a estética do grafite e da pintura neo-expressonista.

Já a trilha sonora é toda realizada ao vivo pelo multi-instrumentista e compositor Leonardo Bittencourt, fazendo várias referências à cultura popular brasileira, desde o samba de roda do Recôncavo Baiano ao punk do Ramones. Além dos números musicais, Bittencourt também executa a sonoplastia, o fundo musical e outros efeitos e intervenções sonoros durante toda a peça, ajudando a criar a atmosfera das cenas.

Gabriel Monteiro

Assessoria de comunicação