22/07/16 - 14:05:40

ENCONTRO ESTADUAL DE DIRIGENTES E TRABALHADORES RURAIS

 

por: Iracema Corso

No início da tarde desta sexta-feira, 22/07, aconteceu o encerramento do Encontro Estadual dos Dirigentes e Trabalhadores Rurais Cutistas no Auditório da Central Única dos Trabalhadores (CUT/SE).

Com o objetivo de organizar a luta dos trabalhadores rurais em Sergipe, o encontro teve início na manhã da quinta-feira (dia 21/07) e reuniu lideranças de mais de 16 sindicatos do Estado de Sergipe, entre os quais, os Sindicatos de Trabalhadoras e Trabalhadores Rurais de Cumbe, Boquim, Muribeca, Aquidabã, Itabi, Nossa Senhora das Dores, Indiaroba, Pirambu, Salgado, São Cristóvão, Amparo de São Francisco, Simão Dias, Tomar do Geru, Cristinápolis e Feira Nova. Outras categorias participaram do debate e análise de conjuntura, a exemplo do SINTESE (professores de Sergipe), SINTEAL (professores de Alagoas), SINPAF (Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário), SINDIJUS (Judiciário), SINDTIC/SE (Tecnologia da Informação) e SINDIJOR.

O senhor José Manoel Dias de Melo, do Sindicato de Trabalhadores Rurais de Itabi ingressou no movimento sindical em 1974 e chegou a participar da primeira diretoria da CUT/SE, presidida pelo trabalhador rural Manoel Dionízio da Cruz.

Mais conhecido como seu Neto, o dirigente sindical de Itabi conclamou a união da geração de agricultores para fazer avançar a luta dos trabalhadores rurais de Sergipe. “A luta gera conquistas importantes, foi em Itabi que as mulheres se organizaram e lutaram pelo direito de trabalhar no campo. Hoje nos deparamos com outros desafios. Uma carrada de água custa R$ 170 e não dá para duas semanas, todas as Prefeituras estão com carro pipa, trator, retroescavadeiras, mas tudo continua trancado na garagem, ninguém vê. Temos que nos unir e mudar esta situação. Existe muito agricultor com barriga de pobre e cabeça de rico, é nosso papel mostrar que assim a gente não avança nas conquistas”.

Presidente da CUT/SE, o professor Rubens Marques fez a análise de conjuntura do momento político pelo qual o Brasil está passando e citou a fraude nas pesquisas publicadas pelo Data Folha como um dos vários mecanismos de manipulação da sociedade com informações falsas. “Não podemos assistir a tantas fraudes e chegar ao ponto de pensar que isso é normal. O sindicato também tem a obrigação de esclarecer sua base de trabalhadores sobre o momento que o Brasil está passando. A força do grande capital, o empresariado, banqueiros, o Congresso retrogrado, a mídia golpista, o Judiciário, todos juntos impulsionam o golpe na base da mentira, atropelando a democracia. Para a agricultura, Michel Temer não esconde que sua proposta é o agronegócio. Enquanto isso a agricultura familiar permanecerá à mingua e o projeto para os trabalhadores rurais é a perda continua de direitos. Para lutar contra este cenário desfavorável é necessário união e organização. Os governos passam, mas a luta sindical precisa continuar”.