15/08/16 - 13:24:45

Jogos virtuais contribuem ou prejudicam o desenvolvimento dos filhos? (Foto ascom)

Especialista fala sobre os novos jogos que viraram febre mundial como o Pokémon GO

Com o avanço das tecnologias, os celulares estão com aplicativos e jogos cada vez mais sedutores, principalmente para o público infantil e juvenil. No entanto, tanta informação e inovação tem resultado em alguns problemas para os pais e para as escolas. A falta de limites no uso dos jogos tem gerado dispersão entre as crianças e jovens em sala de aula.

A preocupação se concentra na forma como os jovens e as crianças lidam com o celular, em algumas escolas não é permitido o uso dos telefones pelas crianças e adolescentes, tendo em vista não só estes jogos, mas também o uso das redes sociais contribuem para a dispersão.

Inicialmente, os jogos surgiram com o intuito de integrar e interagir as pessoas. Porém, no início dos anos 80, surge uma nova modalidade de jogos, os vídeo-games. Em algum momento, eles começaram a isolar as crianças, isto porque, era mais cômodo que as crianças ficassem em casa, e então, começa uma era tecnológica cheia de incertezas e análises quanto à segurança emocional das crianças.

Em alguns casos, os pais não sabem como lidar com os filhos que trocam a conversa em família pelos jogos no celular. A situação pode criar um distanciamento entre pais e filhos. Sarah Lopes, psicóloga do Hapvida, fala como agir diante desse problema.

“É certo que todos os tipos de jogos vão ter o propósito de integrar ou isolar, mas isso ainda dependerá do jogador, como se os que possuem uma tendência ao isolamento, poderá esconder-se atrás de um jogo e manter o isolamento, como as pessoas comunicativas facilmente utilizarão os jogos para se integrar cada vez mais, promovendo encontros com pessoas afins. O que os jogos podem fazer é potencializar uma condição já inerente ao indivíduo.”, explica.

A especialista coloca que os jogos virtuais podem tanto auxiliar como podem prejudicar, tudo é a forma como é conduzido o uso e o cuidado com os excessos. Dentre as influências psicológicas mais comuns, prepondera a tendência à ansiedade, resultado de um momento tecnológico de muita rapidez, e este fenômeno acaba por deixar as crianças e adolescentes numa euforia incontrolável, porém, é preciso avaliar o que pode ser permitido, para que a ansiedade não seja elevada e consequentemente, as crianças sintam-se cada vez mais dependentes destes jogos.

“É importante ressaltar o cuidado e zelo que se deve ter nos locais onde estes jogos são praticados. Como temos visto, a incidência de assaltos e acidentes ocorridos se dá pela falta de atenção periférica e foco único, ou seja, as pessoas deixam de olhar ao redor, de praticar uma visão espacial e geográfica de onde se encontram, focando somente na tela do smartphone, o que configura um déficit de atenção, lembrando que isto não necessariamente configura o quadro em sua totalidade, mas permite o não exercício da visão como um todo.”, alerta.

O Pokémon GO, que virou uma febre mundial, não é o primeiro jogo a ganhar o gosto do público. No início da década de 80 surgiu o “atari” e tantos outros jogos que causaram polêmica, o GTA e mais recentemente o Minecrafit.

“Todos os jogos que ganham uma proporção mais abrangente, causam polêmica e eventualmente são alvos de estudos e análises, e toda essa avaliação é válida, até porque, se muitas crianças estão aderindo a estes novos aplicativos, é preciso entender quais as conseqüências que podem  trazer a longo prazo.”, destaca a especialista.

A diversão pode acontecer de forma saudável e sob a supervisão dos responsáveis, o ideal é que os pais se envolvam na atividade. Segundo Sarah o primeiro passo é colocar o limite no uso.

“Não se pode esperar que as crianças por si só tenham esta limitação, os pais devem impor os horários para o jogo e o mais importante, acompanhar os filhos. Esta nova modalidade possui uma tendência a sair de casa, o que é um ponto favorável, desde que os pais possam acompanhar as crianças e fazer com que estes jogos possam unir a família em uma atividade.”, orienta.

D COMUNICAÇÃO ESTRATÉGICA