29/08/16 - 11:34:03

Pré-natal previne complicações durante parto (Foto assessoria SES)

Para os casos classificados como de alto-risco, os cuidados devem ser redobrados, pois a assistência especializada é decisiva para garantir a integridade tanto da mãe quanto do bebê

O acompanhamento da grávida desde o início da gestação através do pré-natal evita ou minimiza complicações durante o parto. Para os casos classificados como de alto-risco, os cuidados devem ser redobrados, pois a assistência especializada é decisiva para garantir a integridade tanto da mãe quanto do bebê. Na Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (MNSL) esse serviço é garantido.

A unidade, gerida pela Fundação Hospitalar de Saúde (FHS), é referência no atendimento à gestante de alto risco. “As patologias registradas com maior recorrência entre as pacientes admitidas são: hipertensão, diabetes, cardiopatia e o rompimento precoce da bolsa. Nós percebemos que muitas complicações se devem à deficiência do pré-natal”, destaca a coordenadora de internamento e centro cirúrgico da MNSL, a médica Alba Patrícia. Ainda de acordo com ela, problemas como infecção urinária, vulvovaginite e outras patologias, quando não tratadas, podem desencadear o trabalho de parto prematuro. “Às vezes a paciente não tem uma gestação de alto risco, mas chega aqui com complicações por não ter recebido esse tratamento durante o pré-natal”, acrescenta.

Hipertensa e diabética, Giovânia dos Santos Pinheiro, 33, nutria o desejo da maternidade e, para isso, buscou orientação e realizou o pré-natal. Ela foi assistida pelo Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (Caism) e teve seu parto realizado na MNSL. “Sabendo que tinha todos esses problemas, tomei os cuidados desde o início e fiz o pré-natal com muita seriedade. Segui a risca todas as indicações médicas, adotando cuidados com a alimentação, tomando as medicações corretamente e fazendo todos os exames regularmente”, relata. Ela conta que a chegada do filho foi a realização de um sonho. “Meu filho nasceu bem, apesar de ter ficado por quatro dias na UTI’n. Aqui na maternidade sei que estou bem assistida e a expectativa é ir logo para casa”, revela.

A obstetra Alba Patrícia observa que, ainda que o pré-natal seja realizado, nem todos os procedimentos são realizados adequadamente durante a assistência médica prévia. “Muitas pacientes chegam aqui sem as informações de acompanhamento, exames ou número adequado de consultas. Além disso, quando a paciente completa 37 semanas de gestação, constatamos que recebem orientação de só esperar o bebê nascer e não se consultam mais. Isso não deve ocorrer. Não existe alta do pré-natal. Muitas vezes os problemas, principalmente de hipertensão, acontecem justamente no final da gestação”, alerta a médica.

No caso de Patrícia Santos Moreira , 41, o pré-natal foi realizado corretamente desde o momento que foi confirmada a gravidez. Até o oitavo mês de gestação tudo correu bem, mas, de forma repentina, ela começou a apresentar um quadro de hipertensão. O acompanhamento prévio e os cuidados pertinentes contribuíram para que fossem adotadas medidas, em tempo hábil, para garantir a saúde dela e do bebê. “Assim que o quadro foi constatado, recebi orientação do médico para vir até a MNSL. Moro em um local distante, sem essa agilidade na constatação do problema não sei o que poderia ter acontecido comigo e com minha filha”, conta Patrícia.

Orientação

A obstetra Alba Patrícia orienta que as pacientes que desejam engravidar devem procurar o médico com antecedência para realizar exames prévios e, se for o caso, descobrir de forma precoce a existência de alguma patologia ou outro fator que precise ser tratado. “Quando a paciente procura um profissional antes de engravidar é possível, caso seja necessário, corrigir quadros de anemia, tratar uma parasitose, infecção urinária e outras patologias, assim como introduzir o ácido fólico. Tudo isso vai colaborar com uma gravidez mais tranquila e com o melhor desenvolvimento do bebê”, complementa a médica.

Já em relação ao pré-natal, as indicações são de que haja consulta mensal desde o início da gestação. A partir do oitavo mês a consulta deve ocorrer a cada 15 dias e quando a gestante chega na 37ª semana a consulta deve ser semanal, até o nascimento do bebê. “Os exames de laboratório e outros que se façam necessários devem ser realizados com regularidade, não apenas a ultrassom, como costuma acontecer”, ressalta a coordenadora de internamento e centro cirúrgico da MNSL.

Prioridade

Apesar de ser uma unidade que funciona em sistema ‘porta aberta’, a Maternidade Nossa Senhora de Lourdes atende, prioritariamente, pacientes que tenham patologias relacionadas à gestação. A classificação é realizada na ocasião do parto. As pacientes são referenciadas para atendimento neste serviço em casos de necessidade de internação clínica e partos que envolvem gestantes com doenças descompensadas (cardiopatia, diabetes, hipertensão, entre outras).

“Nos partos prematuros, caso não haja nenhuma patologia, nenhum problema, ausência de hipertensão, cardiopatia ou se a gestante não estiver diabética, ela deve procurar outra unidade de saúde que possa prestar assistência adequada ao bebê. O nosso diferencial é a assistência à gestante de alto risco”, orienta Alba Patrícia.

Fonte ASN