11/11/16 - 06:25:44

PM DIZ QUE “NÃO FALTA POLICIAMENTO, FALTA POLÍTICA DE ESTADO”

Nunca se prendeu tanto em Sergipe. A maior parte dessas prisões são fruto de abordagem policial ou abordagem preventiva. Os policiais militares estão diuturnamente nas ruas e mesmo diante das dificuldades já conhecidas pela sociedade sergipana não param de prestar o melhor serviço possível à população. Ainda que haja insatisfação, a vocação de ser policial fala mais alto diante do clamor da população sergipana.

Os dados da violência em nosso Estado não são novos e já eram previstos. Há tempos que falta condições aos agentes policiais, frouxidão das leis e a decisão questionável de alguns magistrados, falta recurso ou pelo menos aplicar bem o recurso, falta planejamento estratégico, falta valorização ao ser humano atrás da farda. Este policial, que é o problema e ao mesmo tempo a solução da problemática da Segurança Pública.

Esses heróis tem rompido as dificuldades e firmemente carregando o fardo de ser os únicos responsáveis em diminuir os índices negativos da segurança publica em nossos Estado. Lastimável.

Uma política de Segurança séria, valoriza as pessoas envolvidas no processo. E valorização não se restringe a valor monetário. Passa pelas condições de trabalho e pelo respeito dado a esses homens e mulheres que doam suas vidas a essa profissão. Entre audiências de custódia, que têm visado a marginalização do policial, e o regulamento disciplinar arcaico do Exército, que busca mais a punição dos policias que pensam e que buscam expor as mazelas do sistema, temos sérios problemas nesse modelo falido de polícias.

Os policiais militares não têm atribuições divinas como a Onisciência, a onipotência e a onipresença as quais literalmente nunca farão parte do cotidiano do policiamento ostensivo. A SSP até tem pedido a Deus, diante da falha humana, através dos encontros evangélicos. Contudo, Deus é justiça. E a fé sem as obras é morta.

Apesar do nosso respeito à Adepol e a seus integrantes. Discordamos veementemente de seu presidente,  Delegado Paulo Marcio, quando, praticamente atribui a culpa dos índices negativos na segurança publica à falta de policiamento ostensivo. Se vamos falar em prevenção, devemos envolver outros atores. As necessidades básicas da população devem ser supridas, educação, saúde, acesso ao emprego, lazer.

Na nossa visão deve haver um somatório de esforços e o desapego às vaidades. Chega de maquiagem e investimentos pra inglês ver. Vamos envolver o Poder Judiciário? Ministério Público? Vamos envolver poder legislativo estadual e federal? Vamos envolver outras secretarias do Executivo, a exemplo da Secretária de Justiça? Ninguém quer tocar na ineficiência do sistema prisional, porque? Ninguém quer criticar a audiência de custódia, porque?

Ora, se vamos debater os índices negativos na Segurança Pública devemos, no mínimo, ter a responsabilidade e a coragem de aprofundar esse debate. Cristo só teve um, que foi açoitado e morreu para salvar a todos da condenação do pecado. Se quisermos sair desse inferno Astral, não é crucificando policiais militares que alcançarão a paz social.

Will Guerreiro-Presidente da UNICA