04/01/17 - 05:25:40

MENINOS ENTRE 12 E 13 ANOS DEVEM SE VACINAR CONTRA O HPV

A imunização será dividida em duas doses, num intervalo de seis meses entre a aplicação

O Governo de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), disponibilizou na rede pública de saúde, desde a última segunda-feira, dia 2, a vacina contra HPV para meninos com 12 e 13 anos. A imunização será dividida em duas doses, num intervalo de seis meses entre a aplicação. Todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) do interior do estado e da capital estão aptas a vacinar a população.

Segundo a coordenadora do Núcleo de Imunização da Secretaria de Estado da Saúde (SES), Sândala Teles, Sergipe já recebeu 37 mil doses da vacina, e todo material vem sendo distribuído para os municípios desde dezembro do ano passado. “Os homens são os responsáveis pela transmissão do vírus para as suas parceiras, por isso, a vacinação deles vai contribuir com a redução da incidência do câncer de colo de útero e de vulva nas mulheres”, explica.

Para os meninos que vivem com HIV, serão aplicadas três doses, com intervalo de zero, dois e seis meses entre elas. “Nestes casos, a faixa etária abrange uma população maior, de pessoas entre 9 e 26 anos”, informa o gerente do Programa Estadual de IST/Aids, o médico Almir Santana, lembrando que a vacina também está disponível para as mulheres nesta mesma situação.

A vacina contra o HPV para os meninos previne câncer de pênis, ânus, garganta e boca. Em Sergipe, anualmente, são notificados 200 casos de verrugas genitais sendo 70% nos homens. Para as meninas, a imunização continua sendo recomendada como nos anos anteriores, para faixa etária de 9 a 13 anos, prevenindo câncer de útero e verrugas genitais.

Novidade

O calendário de vacinação possui outra novidade para 2017. Trata-se da vacina meningocócica C (conjugada), contra meningite, oferecida, a partir de agora, para adolescentes entre 12 e 13 anos de ambos os sexos, e aplicada em dose única.

“A vacinação de adolescentes proporcionará proteção direta, impedindo o deslocamento do risco de doença para esses grupos etários. Alcançará, ainda, o desejado efeito protetor da imunidade, que amplia a proteção aos indivíduos não vacinados”, argumenta Sândala Teles.

ASN

Foto divulgação