21/04/17 - 6:36:17

PETROBRAS NÃO PODE FECHAR. SERGIPE DIVIDE ENTRE ANTES E DEPOIS

Essa é a opinião do empresário e ex-deputado federal José Carlos Machado, que, motivado pela iniciativa do deputado estadual Luciano Pimentel (PSB), também demonstrou preocupação com a decrescente produção da Petrobras em Sergipe.

Isso porque, para Machado, o Estado passou por mudanças significativas desde a instalação da empresa. “Sergipe se divide entre antes e depois da Petrobras, pois ela investiu muito em seus projetos e ajudou a desenvolver o Estado”, garante José Carlos Machado.

De acordo com Machado, os números apresentados por Pimentel são mesmo preocupantes. “Ele revela dados sobre a queda de prospecção de petróleo em mar e terra, redução drástica dos royalties gerados e alerta para a iminência de, no futuro, a companhia deixar de operar no Estado, o que seria extremamente prejudicial”, alerta.

Mas Machado vai além. Para ele, não é só a falta de investimentos da Petrobras que preocupa: a da Vale também. “Se as duas pararem definitivamente, Sergipe está perdido”, opina. Machado usa a Vale como exemplo para esse cenário porque a empresa parece ter desistido, por exemplo, da exploração da carnalita.

“O projeto era milionário e está totalmente esquecido. Ninguém sabe se a Vale desistiu mesmo dele ou se está aguardando alguma decisão. Enquanto isso, a empresa vem gerando um passivo ambiental impagável”, considera Machado.

Diante disso, ele considera louvável a vinda do ministro das Minas e Energias, Fernando Bezerra Filho, a convite de Luciano Pimentel, mas também acredita que é preciso mais que isso.

“A bancada sergipana poderia se reunir e procurar a Superintendência da Petrobras em Sergipe e, num segundo momento, a Presidência Nacional da empresa, porque, se não ficarmos atentos, as coisas não andam”, ressalta Machado.

A vinda do ministro ainda não tem data marcada, mas, para Luciano Pimentel, a preferência de dia recai sobre uma segunda ou uma sexta-feira, que é quando a maioria dos parlamentares federais está em Sergipe.

Por Tanuza Oliveira