22/09/17 - 11:23:38

SSP/SE AUXILIA EXÉRCITO BRASILEIRO NA “OPERAÇÃO DÍNAMO V”

Alvos são empresas que utilizam materiais explosivos em suas atividades. Até o momento, duas empresas foram autuadas por irregularidades na documentação

A Polícia Civil do Estado de Sergipe, por meio do Departamento de Fiscalização de Armas e Explosivos (Dfae), e a Polícia Militar, por meio do Comando de Operações Policiais Especiais (COE), participaram nas últimas 48h da “Operação Dínamo V”. A ação, coordenada pela Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados (DFPC) com sede em Brasília, por meio do Exército Brasileiro, teve como objetivo fiscalizar o transporte, manuseio, bem como o armazenamento de explosivos, e materiais químicos em todo o país.

Para tal, foram realizadas vistorias repentinas em empresas físicas e jurídicas que exercem atividades com explosivos, como a exemplo de transportadoras, mineradoras, pedreiras, prestadoras de serviço de detonação entre outros, que estejam ou não, cadastrados no Exército Brasileiro.

Em Sergipe os municípios de Itaporanga, Maruim e Itabaiana foram fiscalizados no primeiro dia de operação. O comando da 6ª Região Militar, por intermédio do Serviço de Fiscalização de Produtos Controlados (DFPC/6) coordenou a ação. Nos total, somente em Sergipe e na Bahia, 18 cidades receberam os oficiais do exército a fim de serem fiscalizadas.

Segundo o responsável pela seção de fiscalização de produtos controlados do 28 BC, 1º Tenente Hilton Carvalho, estão sendo realizadas apurações para certificar que não há irregularidades com a documentação e produtos controlados. “Temos como área de fiscalização a cargo da 6ª Região Militar em Salvador o estado da Bahia e Sergipe. Nessa operação, estamos basicamente em 8 localidades que foram designadas aqui no estado. Até o momento temos duas empresas que foram autuadas por terem cometido irregularidades no trato com a documentação e também com produtos controlados. Essas empresas, quando autuadas, sofrerão processo administrativo  sancionatório, para que seja investigado dando também ampla defesa e contraditório” afirmou.

O Tenente destaca que a penalidade para as empresas flagradas com irregularidades pode chegar à interdição ou cancelamento de registro da entidade. “Após esses procedimentos, é feita a conclusão dado também o tipo de penalidade, que pode ser uma multa simples, uma multa média, uma multa pré-interditória ou até mesmo o cancelamento do certificado de registro, ou seja, se a empresa que já vem cometendo irregularidades e vem sendo autuada pelo mesmo motivo, ela já tem agravantes, então dependendo do parecer do inquérito que é instaurado, a penalidade máxima seria a interdição, o cancelamento do certificado de registro dessa empresa”, destacou o Tenente.

A chefe do setor de armas e produtos controlados da Polícia Civil do Estado, Silvana Cristina, ressalta que o trabalho realizado visa a prevenção. “O trabalho da Polícia Civil em parceria com o Coe e o Exército é de fiscalizar a documentação, as certidões e carteira de blaster. As empresas só podem funcionar com certidão do Dfae e com as carteiras de blaster. Essa ação é uma prevenção, é muito importante que seja feito esse tipo de trabalho. O Dfae por meio do nosso diretor do departamento, Jocélio França Gois, está sempre à frente nesse tipo de situação” ponderou.

Ações preventivas são necessárias para resguardar a segurança da população, é o que afirma o Tenente do Coe, Weniston Queiroz, responsável pela segurança do comboio. “O Coe, por meio do Esquadrão Antibomba, nessa operação específica irá fiscalizar com base no R105 que fiscaliza as empresas que utilizam explosivos. Então existem uma série de documentos como certificado de registro entre outros em que o exército realiza a fiscalização e o Coe resguarda dando esse suporte de segurança. Uma pedreira, por exemplo, que faz uso de explosivo deve montar um plano de fogo, informando quando e como irá utilizar esse tipo de explosivo, onde tudo é registrado e através da fiscalização é onde vamos realmente confirmar se foi usado aquela quantidade de explosivo informado, naquele dia, para obtenção ou não através de uma empresa pelos criminosos. Se foi realizado assalto na empresa, se houve um desvio de material, então a fiscalização assegura isso, para que não ocorra esse tipo de repasse do material” finalizou o militar.

Além do apoio das Polícias Civil e Militar dos estados de Sergipe e Bahia, a operação envolve também, operadores de segurança da Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal.

Fonte e foto SSP