06/12/17 - 14:11:44

DEPUTADO CRITICA A REDUÇÃO DA PREVISÃO DO REAJUSTE SALÁRIO

Nesta quarta-feira, 6, o deputado Moritos Matos usou o pequeno expediente na Assembleia Legislativa de Sergipe – Alese – para criticar o presidente Michel Temer que anunciou redução da previsão do salário-mínimo para 2018. “O salário-mínimo está mais mínimo do que mínimo. Infelizmente a equipe econômica do presidente Temer anunciou a redução prevista do salário-mínimo que era de R$ 979 para R$ 969. Ou seja, R$ 10 reais a menos do que o valor anterior”, lamenta Moritos Matos.

Atualmente o salário-mínimo é de R$ 937. “O valor atual é de R$ 57 a mais do que o valor de 2016. E em 2018 será de apenas R$ 32 o aumento do salário-mínimo, o que representa 3,5% de reajuste para o próximo ano. Bem menor do que a dos anos anteriores. O brasileiro já sofre e como diz minha mãe: pobre é que nem prego, só leva na cabeça. E o brasileiro continua levando na cabeça. Mais uma vez o Governo Federal faz isso com o trabalhador”, enfatiza o deputado.

Matos diz que a diminuição do valor do salário em R$ 10 parece pouco, mas fará diferença no bolso do trabalhador. “Atualmente nas feiras populares de Aracaju, com R$ 10 é possível comprar quase um quilo de frango ou três quilos de arroz. O trabalhador pode optar na compra de dois quilos de feijão ou meio quilo de carne. Ele também pode escolher em usar os R$ 10 para compra de 25 a 30 pães dependendo da panificação”, avalia Moritos Matos.

Com essa redução em um ano o trabalhador vai perder R$ 120 o que significa muito para o trabalhador brasileira. “Esse valor representa um terço de uma cesta básica de Aracaju, que segundo o Banco do Nordeste, é a terceira mais cara das capitais do Nordeste. O valor atual é de R$ 353. Infelizmente o trabalhador vai perdendo o seu valor de compra. Por exemplo, com os R$ 120 ele poderia comprar 34 passagens de ônibus para usar nos ônibus de Aracaju (o valor atual da passagem é de R$ 3,50)”, acrescenta Matos.

O parlamentar pontua que essa é a grande diferença que apenas R$ 10 faz na vida do cidadão comum. “O trabalhador que come apenas um pão com manteiga e café e vai trabalhar, e que as vezes, com a chegada do fim do ano, fica sem almoçar ou vai a pé para o trabalho para comprar um caderno e farda para o filho, para que ele estude e tenha um futuro melhor. Resta aos pais a esperança de um País mais justo e mais digno para que ele possa sustentar a sua família. Essa redução do salário-mínimo é mais uma maldade que a atual gestão do presidente Temer tira da sua mochila para sacrificar mais a vida do trabalhador brasileiro”, enfatiza Matos.

GOVERNO PODERIA REDUZIR CUSTOS

Para o deputado Moritos Matos o presidente Temer tinha sim como reduzir de outros setores e não do trabalhador brasileiro. “Vocês viram aumento do gás essa semana, o aumento da energia, tudo na faixa de 15% a 30% e o trabalhador brasileiro vai ter um reajuste de apenas 3,5%, é uma verdadeira injustiça o que a equipe econômica do presidente Temer fará ao povo brasileiro. Ele poderia muito bem reduzir de outros lugares, mas ele não tem moral, se ele fosse um presidente com moral ele poderia propor para a classe politica essa redução”, propõe o deputado.

Segundo o parlamentar, o Governo poderia sentar com os deputados federais, estaduais, senadores e vereadores e sugerir a redução de custos. “Ele poderia propor para a classe política a redução dos gastos dos gabinetes e também dos salários. Ele quer economizar cerca de R$ 400 milhões com essa redução de R$ 10 do salário-mínimo, mas se ele reduzisse apenas 2% do salário dos políticos não precisaria sacrificar mais o trabalhador brasileiro”, avalia o deputado.

Moritos Matos ainda lembrou na tribuna da Alese que o presidente Temer se reuniu no último domingo para barganhar com os deputados a aprovação da Reforma da Previdência. “Temer disse que cada deputado que votar favorável a Reforma vai ter R$ 20 milhões em emendas no próximo ano. O acerto é esse. Ele vai gastar R$ 3 bilhões para se aprovar a Reforma da Previdência. É o que está sendo previsto em Brasília e para economizar o presidente Michel Temer vai tirar cerca de R$ 400 milhões das costas do trabalhador brasileiro que já sofre por desgraça”, conclui Moritos Matos.

Por Andréa Oliveira