18/01/18 - 15:02:11

André Moura diz que não cogita integrar composição de chapa fora do seu grupo

O deputado André Moura (PSC) disse nesta quinta-feira (18), em entrevista exclusiva ao Faxaju Online, que tudo que seu grupo político decidir sobre a formação a chapa majoritária, “eu acatarei. Estou disposto e engajado num projeto coletivo para tirar Sergipe do atoleiro que vive”.

André disse ainda que onde Eduardo Amorim estiver, ele também estará, “lutando lado a lado, cada um numa trincheira, mas com o mesmo objetivo: vencer; vencermos juntos, tendo como projeto maior salvar Sergipe!” Sobre o senador Antônio Carlos Valadares e o deputado Valadares Filho, ambos do PSB, André disse que “eles têm grande valor, são políticos experimentados e esperamos tê-los e ao grupo liderado por eles ao nosso lado”.

André deixou bem claro que suas tratativas com o governador Jackson Barreto e com o prefeito Edvaldo Nogueira, são de ordem administrativa. “Tenho trabalhado para liberar verbas para ajudar na administração de Sergipe e de Aracaju em razão das necessidades do nosso povo, não por questões políticas. Trabalho pelo povo, apenas. Composição de chapa fora do meu grupo sequer cogito”.

Leia a entrevista:

Você pode ir para o MDB até março?
André Moura – Não tenho pretensão de deixar o PSC. Essa questão, no momento, não está em discussão.

Haverá recuo em uma candidatura majoritária?
André Moura – Recuo do que nem foi lançado, ainda! Porém, de uma coisa fiquem certos: o que nosso agrupamento, que está junto desde 2006 e é formado por quase dez partidos, incluindo o PSDB do senador Eduardo Amorim, decidir sobre a formação da chapa majoritária, eu acatarei. Estou à disposição e engajado num projeto coletivo, para tirar Sergipe do atoleiro em que vive.

Como reorganizar a oposição? Eduardo parece querer formar contigo, mas não dispensará Valadares.
André Moura – Faço política de grupo, sem ódio, rancor e buscando somar forças. Nestes quase 20 anos de vida pública aprendi que a melhor solução para qualquer crise é o diálogo. A oposição está organizada e tem foco. Discussões são naturais no momento de decidir candidaturas, sobretudo majoritárias. Onde Eduardo Amorim estiver, eu estarei, lutando lado a lado, cada um numa trincheira, mas com o mesmo objetivo: vencer; vencermos juntos, tendo como projeto maior salvar Sergipe! O senador Antônio Carlos Valadares e o deputado Valadares Filho têm grande valor, são políticos experimentados e esperamos tê-los e ao grupo liderado por eles ao nosso lado, também.

Se a chapa não for como você deseja, há possibilidade de compor com Jackson Barreto e Edvaldo Nogueira?
André Moura – Minhas tratativas com o governador e com o prefeito são de ordem administrativa. Tenho trabalhado para liberar verbas para ajudar na administração de Sergipe e de Aracaju em razão das necessidades do nosso povo, não por questões políticas. Trabalho pelo povo, apenas. Composição de chapa fora do meu grupo sequer cogito.

Uma chapa com você, aliado de Temer, tendo ao lado Valadares e Eduardo contra Temer, daria certo?
André Moura – O plano nacional importa, mas a discussão de outubro será sobre os rumos de Sergipe. Ademais, não creio que os colegas deixariam de reconhecer que o governo foi generoso com Sergipe. Nunca na nossa história um presidente da República liberou tantos recursos para nosso Estado. Mesmo pontualmente fazendo uma ou outra crítica, todos os sergipanos estão se beneficiando dos recursos liberados para a saúde, educação, obras de infraestrutura, para o apoio à produção, geração de emprego e renda, distribuição de títulos de propriedades, máquinas agrícolas, ônibus escolares, ambulâncias. Enfim, a lista de benefícios é grande.

Enfim, qual o caminho?
André Moura – Fazer Sergipe voltar aos trilhos, combater a violência com políticas de segurança que envolvam não apenas lidar com bandidos, mas trabalhar as comunidades, suas necessidades, a começar pela ocupação dos jovens; melhorar os índices educacionais com ações que sejam voltadas à gestão da qualidade do ensino e promover uma educação voltada ao emprego, sobretudo ao primeiro emprego; descentralizar a saúde, para que quem mora no interior tenha atendimento digno perto de onde reside. Esses são os principais desafios.

No tocante à gestão pública, cortar gastos desnecessários, fazer o governo avançar da era analógica para a digital para economizar e poder investir, estabelecer metas, focar na meritocracia e valorizar o servidor. Para recuperar a economia precisamos apostar no planejamento e determinar nossas vocações econômicas de médio prazo e futuras, mirar na Era da Informação, em tecnologia de ponta, no dinamismo do terceiro setor (serviços), no turismo, no agronegócio associado ao pequeno produtor rural, agregar valor à nossa cultura e a arte, à rica culinária, ao esporte. Ou seja, a estrada é longa, mas estamos preparados para o que, sem dúvida, será um grande embate, talvez o maior da história.