27/06/18 - 05:51:18

SINDICATOS COBRAM PROMESSAS CAMPANHA DE EDVALDO NA PMA

Por: Iracema Corso

Dez sindicatos construíram um grande ato na porta da Prefeitura de Aracaju que cobrou valorização dos servidores municipais – o cumprimento da promessa de campanha de Edvaldo Nogueira (PCdoB). Desde as 8h da manhã desta terça-feira, 26/6, o protesto reuniu professores, agentes de trânsito, psicólogos, nutricionistas, fonoaudiólogos, assistentes sociais, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, entre outras categorias de trabalhadores da saúde e da Guarda Municipal.

Presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT/SE) em exercício, Plínio Pugliesi participou do ato e destacou que alguns desses profissionais se organizam em sindicatos filiados à Central Única dos Trabalhadores (CUT/SE), a exemplo do SINDIPEMA (Professores), SINPSI (Psicólogos), SINDINUTRISE (Nutricionistas), SINFONSER (Fonoaudiólogos), SINDATRAN (Agentes de Trânsito) e SINDASSE (Assistentes Sociais). “A CUT é testemunha das tentativas de negociação por parte dos sindicatos desde o ano passado, mas o prefeito tem se mostrado intransigente e desrespeitoso com os trabalhadores que já sofrem redução salarial há dois anos”, acrescentou Pugliesi.

No fim da manhã, os manifestantes foram recebidos pelo secretário de Governo, mas não houve avanço na pauta de reajuste e valorização dos servidores. Os dirigentes sindicais cobraram uma audiência com o prefeito Edvaldo Nogueira e até amanhã o secretário vai dar o retorno para o presidente do SINDIPEMA, Adelmo Santos, afirmando se o prefeito vai ou não receber os sindicatos dos servidores públicos municipais. “O prefeito em campanha prometeu valorização para os servidores, garantias e reajuste salarial, só que ao assumir a Prefeitura em 2017, deu as costas ao servidor. Mas não se enganem, pois qualquer projeto desenvolvido e qualquer trabalho na Prefeitura de Aracaju que não tiver o servidor na ação imediata, não avança”, afirmou Adelmo Santos (SINDIPEMA).

Dirigente do SINPSI, Inês Santana destacou que o reajuste anual é direito Constitucional e do Estatuto dos Servidores, portanto o prefeito não pode negar este direito legítimo dos trabalhadores. “Nos sentimos traídos, nem sequer somos recebidos pelo prefeito que antes das eleições se sentou com diversas categorias e garantiu um tratamento de valorização aos servidores”, destacou Inês Santana (SINPSI).

PAUTAS ESPECÍFICAS – O reajuste é a pauta que unifica a luta dos 10 sindicatos que estiveram a frente do protesto, no entanto cada categoria também cobrou pautas específicas, a exemplo dos psicólogos, nutricionistas, fisioterapeutas, farmacêuticos, fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais que desde 2014 cobram a correção do edital do concurso que impôs um salário abaixo dos demais trabalhadores da saúde. “Não é aceitável que continuemos com salário bem abaixo das demais categorias de trabalhadores da saúde. É revoltante e cruel, uma vez que trata essas categorias como inferiores, uma atitude descabida e preconceituosa. O próprio secretário da fazenda, Jeferson Passos, nos falou que nosso trabalho não se equipara aos assistentes sociais, por exemplo, e portanto não há porque equiparar os salários. Essas categorias que estão sendo massacradas são responsáveis pelo cuidado em saúde e prevenção de diversas doenças, portanto são profissionais fundamentais para a saúde da população e para a qualidade de vida, principal bandeira política de Edvaldo Nogueira, mas estamos constatando que esta era outra falácia”, criticou Inês Santana (SINPSI).

Dirigente do SINDINUTRISE, Graziela Andrade, cobrou mais respeito aos trabalhadores que estão nesta luta. “Fomos recebidos por uma comissão de secretários que inicialmente nos negou a equiparação salarial para corrigir o erro do edital do concurso. Com a forma desrespeitosa com a qual o secretario nos tratou, rotulando nosso trabalho como insignificante, chegamos ao limite de nossa indignação. Trabalhamos com prevenção, reabilitação, a sociedade sabe o nosso valor e nós queremos que o prefeito nos receba e cumpra as promessas de campanha”, destacou.

Dirigente do SINDATRAN (Agentes de Trânsito), Verônica Pinheiro destacou que o sindicato tem cobrado há dois anos o pagamento do adicional de periculosidade, mas apesar de várias reuniões com secretários da Prefeitura, concretamente não houve nenhum avanço. “A pauta não avança. Até agora não conseguimos resolver essa questão básica que é o pagamento do adicional de periculosidade a todos os agentes de transito que desempenham o mesmo trabalho, mas tem uma diferença gritante na remuneração. Já estamos há quase dois anos sem nenhum reajuste salarial. É muito difícil conseguir se reunir com Jeferson Passos e quando a gente consegue não tem nenhuma novidade favorável para os servidores”.

FORA JEFERSON – O clima era de descontentamento dos servidores com o trabalho do secretário Jeferson Passos e com a gestão de Edvaldo Nogueira de maneira geral. Havia até faixa com os dizeres ‘FORA JEFERSON’ e ‘Não curtimos quem nos desvaloriza. O vereador Iran Barbosa (PT) e dirigentes do SINTESE (professores) SINDTIC (Tecnologia da Informação) e SINERGIA (Eletricitários).

Presidente da FETAM (Federação dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal), Itanamara Guedes participou do ato e comparou a luta sindical em Aracaju com outros municípios sergipanos que valorizam os servidores. “O discurso de crise é usado por muitos prefeitos que negam o reajuste dos servidores, assim como usam a desculpa de que se estão ‘arrumando a casa’. Apesar disso, servidores públicos de vários municípios com sindicatos filiados à FETAM conquistaram reajustes salariais, é o caso de Glória, Monte Alegre, Poço Verde, Moita Bonita, Propriá, Canhoba, Estância, Boquim, Socorro… O que temos para romper com o discurso de crise é a luta. Não é por causa de crise financeira, mas por falta de prioridade que a Prefeitura de Aracaju não valoriza os servidores públicos e fica com esse discurso de crise igual ao governo do estado. Além do arrocho salarial, vemos o avanço da terceirização em Aracaju quando a gestão opta por contratar médicos como pessoa jurídica, ou seja, está colocando em prática a reforma trabalhista, flexibilizando direitos quando deveria dar exemplo a outras prefeituras por se dizer uma gestão progressista, de esquerda e defensora dos trabalhadores”.

Foto assessoria