25/07/18 - 09:58:12

Serviço de odontologia do Hospital Regional de Itabaiana será tema em Congresso

Dez meses depois de implantado no Hospital Regional de Itabaiana, gerenciado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), o Serviço de Odontologia para Pacientes Especiais sob Anestesia Geral ganhou reconhecimento internacional e, na segunda quinzena de novembro, estará sendo apresentado no Congresso Internacional de Odontologia para Pacientes Especiais e Odontologia Hospitalar que acontecerá em Lima, capital do Peru. Em uma palestra de quatro horas, o coordenador do serviço, o cirurgião-dentista Tadeu Roriz, irá mostrar três casos que se destacam entre tantos que chegam semanalmente ao centro-cirúrgico.

De acordo com o cirurgião-dentista Tadeu Roriz, o reconhecimento faz do serviço atesta o acerto do governo na implantação do serviço. “Antes, havia uma lacuna nesse campo da saúde bucal destinado às pessoas com necessidades especiais. O serviço era ofertado pelo Hospital Universitário, que realizava quatro atendimentos por mês, centralizando o atendimento e, consequentemente, gerando filas pelo tratamento odontológico sob anestesia geral”, conta.

Ele destaca, ainda, o fim das filas de espera. “Quando iniciamos o serviço, 40 pacientes aguardavam por atendimento na fila de espera do Hospital Universitário, inclusive com os exames pré-operatórios em mãos. Nestes 10 meses, zeramos a fila e se naquela época o tempo de espera era para mais de dois meses, atualmente o usuário aguarda no máximo 15 dias, mas não por questão de vaga, mas para realização dos exames”, informa o cirurgião Tadeu Roriz.

A partir da implantação do serviço no Hospital Regional de Itabaiana a fila começou a andar rápido. De lá para cá, a equipe de Tadeu Roriz fez atendeu a mais de 50 pacientes, realizou centenas de procedimentos e segundo Tadeu, se não fossem as ausências, o número seria maior.

Cada paciente passa entre duas horas e meia a três horas em atendimento. Isso porque, em geral, eles precisam de diversos tratamentos dentários e ali tem disponível para os usuários desde a profilaxia (prevenção) até as cirurgias diversas, passando por raspagem, flúor, selagem e restaurações. “Só não fazemos ortodontia, próteses e implantes”, atestou o cirurgião-dentista responsável pelo serviço.

Acesso

Para chegar ao Serviço de Odontologia para Pacientes Especiais sob Anestesia Geral não há dificuldades, mas o acesso se dá através de encaminhamento ou pelas Unidades de Saúde da Família (USF) ou pelos Centros de Especialidades Odontológicas (CEO) que existem tanto na capital quanto no interior do Estado, segundo informações de Tadeu Roriz. “Todo o processo de acesso é intermediado pelas equipes das unidades, que solicitam os exames pré-operatórios e agendam o atendimento. O paciente só vem ao hospital no dia de realizar os procedimentos odontológicos”, disse.

O acesso, que já é descomplicado, pode se tornar ainda mais fácil e rápido. É projeto do coordenador ampliar o serviço para torná-lo se não de pronto-atendimento, ao menos com tempo ainda menor que 15 dias. “Precisamos avançar na assistência a pacientes especiais sem tirar os olhos do que ocorria no passado recente quando a fila de espera chegava a 40 pacientes”, lembrou o cirurgião-dentista que tem em sua equipe um anestesista, uma odontóloga, dois voluntários, uma enfermeira, um técnico de enfermagem, um auxiliar de enfermagem e o pessoal que trabalha na área de serviços gerais.

Reconhecimento internacional

Criado em setembro de 2017 pelo governo do Estado, através da Secretaria da Saúde, o serviço estará em evidência no Congresso Internacional de Odontologia para Pacientes Especiais e Odontologia Hospitalar. Durante quatro horas, o coordenador Tadeu Roriz vai falar do serviço e, para contextualizá-lo, irá abordar três casos distintos: a extração de 21 dentes inclusos de dois pacientes gêmeos univitelinos; uma cirurgia parendodôntica (canal é feito por cima da raiz); e um trabalho preventivo realizado no centro cirúrgico, com profilaxia e aplicação de flúor e selante.

Fonte e foto ASCOM SES