03/09/18 - 00:01:22

Entrevista: Valadares diz que alguns querem o continuismo e outros o poder

O portal Faxaju Online, inicia nesta segunda-feira (02), uma série de entrevistas com seis candidatos ao Senado Federal com chances de elegerem-se no pleito deste ano. E começa com o senador Antônio Carlos Valadares (PSB) que tenta a reeleição e está em plena campanha, com um dos melhores indicativos oferecidos pelas diversas pesquisas de opinião pública.

Durante a entrevista o senador Valadares diz que “o novo sempre surge, e é muito bom, porque em meio a um quadro tão desanimador de tantas pessoas que não acreditam em mais nada, nasce uma luz de esperança para este sofrido povo”. Para o senador, “o novo presidente precisa assumir com a responsabilidade de um estadista, pacificar a Nação dividida e trucidada pelo populismo exacerbado, pela demagogia e corrupção”.

O senador Valadares também falou da candidatura do deputado Valadares Filho (PSB) a governador: “Os indicadores econômicos e sociais de Sergipe, muito abaixo da média nacional, apontam para decisões firmes e corajosas do futuro Governo. Todas as alternativas para ações concretas e definitivas para a reestruturação do Estado estão detalhadas no programa de governo de Valadares Filho”.

Para Valadares, “outros grupos políticos, por suas composições e tamanhos, uns querendo o continuísmo, outros com um montão de partidos querendo o poder, de que modo eles podem fazer a verdadeira mudança que o povo tanto reclama?”

Entrevista de Valadares

Faxaju – Sergipe precisa de ações concretas e definitivas, algum projeto para essa reestrutura?

Senador Valadares – Sergipe é um Estado que chegou ao fundo do poço em quase todas as áreas. Os indicadores econômicos e sociais de Sergipe, muito abaixo da média nacional, apontam para decisões firmes e corajosas do futuro governo. Todas as alternativas para ações concretas e definitivas para a reestruturação do Estado estão detalhadas no programa de governo de Valadares Filho. Milagres não existem, Moisés é tema bíblico, acredito, todavia, numa gestão inovadora, eficiente, que tenha coragem de cortar despesas supérfluas, tanto em pessoal como no custeio, reduzir a máquina pesada que nada resolve e partir para a realização de um governo impulsionado pelo planejamento estratégico de cada ação a ser desencadeada. No PSB há um consenso de que desde o período de transição o novo governo deverá implementar projetos, com a aprovação do Legislativo, em entendimento com Executivo atual, que consubstanciem medidas emergenciais em caráter preventivo para o início de uma caminhada mais segura e menos problemática em janeiro de 2019. Um governo que esteja livre de amarras político-partidárias, sem grandes conglomerados a exigir cargos e posições, terá muito mais facilidade de organizar uma pauta de trabalho criativa, ganhar a confiança e partir para a retomada do emprego e do desenvolvimento. Desse modo, com base no diagnóstico que Valadares Filho já tem, estancar a crise é a primeira tarefa. Para tanto, a meritocracia será observada nas escolhas. Claro que outros grupos políticos, por suas composições e tamanhos, uns querendo o continuísmo, outros com um montão de partidos querendo o poder, de que modo eles podem fazer a verdadeira mudança que o povo tanto reclama?

Faxaju – O Brasil terá novo presidente a partir de 2019, o que o senhor espera de um novo presidente?

Senador Valadares – O novo presidente precisa assumir com a responsabilidade de um estadista, pacificar a Nação dividida e trucidada pelo populismo exacerbado, pela demagogia e corrupção. Terá o novo presidente que adotar como primeiros atos de seu governo propor ao Congresso Nacional duas reformas essenciais à governabilidade, à promoção da Justiça social e justiça fiscal, e à distribuição equitativa da riqueza nacional. São elas: a reforma política e a reforma tributária. Tem que ser no primeiro mês de governo, senão nada acontece.

Faxaju – A política do “novo”. Isso será capaz de mudar vícios que afundaram o Brasil e os Estados?

Senador Valadares – O novo sempre surge, e é muito bom, porque em meio a um quadro tão desanimador de tantas pessoas que não acreditam em mais nada, nasce uma luz de esperança para este sofrido povo. Acontece que, apesar do conservadorismo e do preconceito ainda arraigados em parte de nossa sociedade contra o novo, estou otimista de que dessa vez a maioria do eleitorado vai votar pela mudança, apostando num governo disposto a enfrentar, com o timbre da ética e da coragem, o marasmo e o caos administrativo que se instalaram nesses últimos quatro anos nas terras sergipanas.

Faxaju – O senhor percebe alguma mudança no eleitorado. Acha que tudo entrará nos trilhos já no primeiro trimestre de 2019?

Senador Valadares – Tenho verificado, pessoalmente, em minhas andanças pelo Estado, que, nas carreatas por anda passa Valadares Filho há um entusiasmo da população que vai às ruas para ver a nossa passagem. Acenos generosos e emocionantes foram registrado pelas Câmeras, numa comprovação de que estávamos certos quando resolvemos assumir uma outra alternativa. Os nossos adversários pregavam que sem grupo e sem “estrutura” não tínhamos como avançar. As pesquisas revelam que um dos menores agrupamentos do “nem um nem outro”, comandado por Valadares Filho, toma a dianteira e quebra uma regra secular da política de Sergipe. O apoio popular e a coerência de atitudes, irão se tornar a pedra angular na caminhada de Valadares Filho para consertar o nosso Estado no mais curto espaço de tempo. Estamos certos de que nos primeiros 100 dias de governo, em 2019, o Estado mostrará indicadores positivos em todas as áreas, se, pela vontade soberana do nosso povo Valadares Filho for o vencedor nesta eleição que, pelas sondagens iniciais já está se transformando num marco histórico da política sergipana.

Faxaju – O Sr passou muito tempo para anunciar sua candidatura, foi porque teve receio do discurso contra a sua reeleição numa chapa com o seu filho, Valadares Filho?

Senador Valadares – Passei muito tempo para resolver sobre se seria ou não candidato a senador mais uma vez. Só às vésperas do término do prazo, em 3 agosto, meu nome foi anunciado e aprovado em convenção do PSB. Tivemos ao longo do processo pré-eleitoral sérias dificuldades para a formação da chapa majoritária por diversos motivos, um deles, a pressão exercida por vários grupos poderosos sobre os partidos políticos que se aproximavam de Valadares Filho, seja por influência direta, ou de forma velada ou aberta nas mídias sociais para impedir qualquer coligação com o nosso partido e nos isolar do processo. Felizmente, conseguimos uma aliança com seis partidos (PSB, PDT, PTB, Prós, PTL e o PRP), o que dará a Valadares Filho um tempo razoável para divulgar na TV e no Rádio a sua campanha. Todos os partidos aliados acharam que não havia sentido vetar a minha candidatura ao Senado só por causa da idade e de 3 mandatos consecutivos de senador. Eles avaliaram que as pesquisas eleitorais e o meu trabalho como Senador, recomendavam a minha presença na chapa majoritária até para nela incluir a experiência ao lado dos demais, que são jovens, inclusive junto com Valadares Filho, e dar mais densidade eleitoral ao conjunto dos candidatos. Ou seja, a minha candidatura ajuda, e não atrapalha. Essa a conclusão de todos que resolveram me apoiar.

Faxaju – Como será seu futuro mandato em caso de reeleição? Mais ativo? Mais republicano? Mais exigente e mais participativo?

Senador Valadares – Sempre procurei ser atuante e responsável no exercício de todos os meus mandatos. Não apenas ajudei ao meu Estado e aos municípios trazendo recursos. Trabalhei nesses últimos oito para elaborar proposições que, entre pecs, projetos de lei, emendas individuais e coletivas, requerimentos, relatórios, resoluções, chegam perto de mil, além de centenas de discursos no plenário e nas comissões. Tenho vários projetos que foram convertidos em lei. Cito um deles, sobre lavagem de dinheiro, que está sendo utilizado na operação Lava a Jato e outras por este Brasil afora para a punição de corruptos. Irei divulgá-los no horário gratuito da TV e rádio. Irei dar prosseguimento à aprovação de projetos de minha autoria que ainda estão tramitando no Senado e na Câmara. Vou direcionar o meu mandato para projetos da área social como a saúde, a educação, a geração de empregos, a redução da violência e da criminalidade com o fortalecimento do Sistema de Segurança Pública, o combate a corrupção, a retomada do desenvolvimento econômico, a reforma política e a reforma do sistema de governo. Vou continuar a minha luta para a construção do Canal de Xingó. Pela revitalização do Rio São Francisco. Iniciativas em favor da pesquisa agrícola visando a diversificação e melhoria da qualidade de nossos produtos, vigiar de perto o governo para evitar a privatização da Petrobras, sempre uma ameaça que ronda o Brasil, se não impedirmos a eleição de governos entreguistas e conservadores. Não à reforma da previdência que deverá ser substituída pela reforma tributária, taxação das grandes fortunas, cobrança aos devedores da fazenda pública e cerco ao contrabando. A reforma trabalhista que precarizou as relações de trabalho terá que sofrer alterações profundas para a retomada do emprego e aperfeiçoar entendimento que deve ser salutar, harmonioso e justo entre a classe patronal e os trabalhadores.