08/10/18 - 09:45:58

SES orienta profissionais sobre a dispensação do Teste rápido para HIV em farmácias

Os testes HIV já estão disponíveis em farmácias de Aracaju, com isso, as pessoas poderão fazer os testes em casa. Preocupada em orientar os farmacêuticos para que eles estejam preparados a passar todas as informações corretas aos clientes antes e depois que adquirirem os testes, a Secretaria de Estado da Saúde (SES), através da gerência do Programa IST/AIDS e hepatites virais, com o apoio do Conselho Regional de Farmácia e Sindicato dos farmacêuticos de Sergipe, realizou um encontro, no Conselho Regional de Farmácia de Sergipe,  com cerca de 50 profissionais do segmento.

Com o tema  “HIV/AIDS e a dispensação do teste rápido na farmácia comunitária”, o gerente do Programa de IST/AIDS da SES, Dr. Almir Santana, palestrou e orientar os farmacêuticos acerca da implantação dos testes rápidos nas farmácias. Segundo Dr. Almir Santana, os testes rápidos chegaram a Sergipe em 2017 numa rede de farmácias e em 2018 em outra rede.  “O lado bom é as pessoas terem acesso ao teste. O lado que nos preocupa é em relação ao resultado, já que a pessoa estará sozinha em casa e vai interpretar o resultado. Para isso é importante que ela entenda como é e o que significa, tanto o resultado negativo, quanto o positivo”, diz Almir.

O usuário precisa estar atento, quando for realizar o teste, há quanto tempo teve sua última relação sexual. Existe um período chamado janela imunológica, de 30 dias e dentro dos 30 dias o resultado pode dar negativo e, nessa circunstância, não é um teste confiável. Dr. Almir explica que “ele vai ter que ir a um serviço de saúde para repetir o teste, pelo menos com mais 30 dias e depois com mais 30. Em torno de 60 a 90 dias depois da última relação sexual. Se o resultado do teste rápido der positivo, é importante lembrar que ele não é de diagnóstico, é de triagem, isto é, dando positivo ou reagente, vai ter que ser repetido num serviço de saúde”.

No serviço de saúde são realizados dois testes para o HIV. O teste de farmácia é apenas um, o que torna necessário que a pessoa procure o serviço.  Em Aracaju o principal serviço na rede pública é o Centro de Especialidades Médicas (Cemar) de Siqueira Campos, na rua Bahia, onde funciona o Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA).

A vice-presidente do Conselho Regional de Farmácia de Sergipe (CRFSE), Larissa Feitosa Carvalho, informa que todo mês são realizados, no CRFSE, eventos de acordo com o calendário de educação permanente, voltados para a comunidade farmacêutica com temas relevantes.

“O evento de hoje é especial porque temos a presença do Dr. Almir Santana que desenvolve um excelente trabalho relacionado às DST ao longo dos anos e vem falar para os farmacêuticos sobre um conteúdo totalmente voltado aos colegas, prestando orientações sobre como deve ser feita a orientação para o cliente que vai à farmácia, seja ela comunitária, seja na atenção básica, em busca do teste rápido do HIV. Então ele vem tirar dúvidas dos nossos colegas e esclarecer alguns pontos para que a gente consiga prestar um serviço melhor para a sociedade”, informa Larissa, que complementa “nós farmacêuticos somos os profissionais habilitados para prestar essa orientação para o cliente que chega à farmácia em busca do teste. É importante que o cliente passe pela orientação do farmacêutico porque o resultado pode trazer vários significados e não é um teste de fechamento de diagnóstico, mas sim de triagem. Esse cliente precisa ser muito bem orientado de como executar o teste para não acontecer de dar um falso-negativo e o que ele deve fazer, principalmente, após o resultado. Saber conduzir esse usuário é muito importante, caso esse teste dê positivo”.

Para a conselheira federal de Sergipe, Maria de Fátima Cardoso Aragão, o profissional que está na ponta na farmácia comunitária que é o farmacêutico, é o elo entre todas as especialidades médicas, e pode desempenhar um papel relevante em educação de saúde. “É fundamental, na questão do kit para detectar a presença do vírus da AIDS, que esse profissional esteja preparado, conhecendo o manuseio e fazendo a educação em saúde na prevenção, pois o diagnóstico não é dado através desse kit que é uma triagem primária. Existe todo um preparo para se encaminhar um futuro paciente, se necessário, ao programa DST/AIDS”, reforça a conselheira.

Foto: Flávia Pacheco Ascom SES