23/11/18 - 06:29:59

A ECONOMIA DA SMTT PROVA INEFICIÊNCIA, DIZ NELSON FELIPE

“A SMTT/Aju com um choque de gestão economiza R$ 4 milhões em dois anos”

*Nelson Felipe

Excelente notícia se não fosse uma demonstração clara da ineficiência da Gestão.

Ora, a gestão atual (se é que existe porque não há superintendente nomeado e sim um tampão), bem como a anterior, não realizou absolutamente nada em prol da sociedade aracajuana. Se bem percebermos, os únicos projetos (pequenos) ainda foram deixados pela gestão anterior e, ainda assim não foram capazes de realizar os grandes projetos, a não ser uma inversão de tráfego ali, uma alteração de sentido de rua acolá, mas melhoria de fato em problemas crônicos da cidade como nós realizamos, até o momento nada.

Dentre estes poderíamos citar apenas dois mais relevantes, assim como o Complexo das Palmeiras e a nova circulação no cruzamento entre a Av. Euclides Figueiredo com Av. Maranhão, entre as mais de 80 intervenções de trânsito realizadas por nós.

É bem verdade que o prefeito Edvaldo Nogueira e seus assessores estão realizando a revitalização dos semáforos da cidade, cerca de 120 equipamentos novos, mas ninguém falou que esse processo foi licitado na nossa administração, assim como as motocicletas novas, modelo trail, utilizadas pelos agentes de trânsito.

Sobre os gastos com diárias, é muito fácil a explicação, enquanto o prefeito anterior reconhecia que não era especialista na área e determinava que seus técnicos fossem buscar o que havia de melhor no país, o atual, viaja sozinho e acha-se na condição de entender até de engenharia de tráfego.

Já os valores deixados pela gestão anterior para serem pagos, em torno de R$ 6 milhões, é bom também se falar que recebemos em 2013 a SMTT com uma dívida de R$ 16 milhões, contudo, com uma diferença, deixamos uma perspectiva de recebimento de mais de R$ 25 milhões a serem recebidos no ano seguinte (2017) e que a atual gestão não conseguiu arrecadar por total falta de gerenciamento da área.  Essa fortuna era oriunda de alguns projetos que implantamos como os radares eletrônicos, a terceirização do pátio e o estacionamento rotativo.

Interessante é que sobre isso, ninguém fala.

Os contratos de fornecedores, inclusive os aluguéis, foram alvo não de negociação, mas sim de uma ameaça de calote por parte da atual gestão, onde se colocava a faca na garganta dos credores e ofereciam uma redução absurda do crédito devido ou a suspensão de pagamento. Realmente esse tipo de negociação não é da praxe de quem é realmente gestor e não é isso que se aprende na gestão federal.

Além de tudo isso, deixamos prontos o Plano de Mobilidade Urbana (Planmob) que foi rejeitado pela atual administração apenas por questões políticas e ainda todo o processo de Licitação do Transporte Público que teve todo acompanhamento realizado por membros do Ministério Público.

Enfim, em dois anos de gestão, o que vemos é uma estrutura totalmente política, sem técnicos que saibam o que estão fazendo ou mesmo projetando, se é que há projetos nessa gestão. O que se vê é uma gama de reclamações porque as reinvindicações do povo não são atendidas e não se sabe o porquê disso. Nesse sentido, a maior delas seria a transformação em mão única da Rua Padre Nestor Sampaio, cujo projeto de execução foi deixado pronto para execução e inclusive com empresa contratada para implementar a obra.

É bem verdade que havia uma liminar judicial suspendendo a execução, mas dois anos não seria um prazo razoável para se “derrubar” uma liminar que é de total interesse público? Ou será que há outras forças ocultas operando em desfavor da sociedade?

Enfim, se a autarquia SMTT, agora virou banco ou instituição financeira para guardar dinheiro público, eu não sei. O fato é que economizar R$ 4 milhões e nada fazer para o bem da população, não é a medida mais acertada para uma gestão que prega a qualidade de vida e as cidades inteligentes.

*Nelson Felipe – Engenheiro especialista em Engenharia de Tráfego, Superintendente da SMTT de 2013 a 2016.