24/05/19 - 16:40:23

Em defesa dos Correios, SINTECT/SE convida população para Sessão

A convite do vereador Camilo (PT), o presidente do SINTECT/SE vai falar sobre os Correios na Câmara de Vereadores de Aracaju

Presente em 5.570 municípios sergipanos, a empresa pública dos Correios tem sido alvo de uma campanha caluniosa nas redes sociais, com o claro objetivo de desgastar a imagem da instituição e assim facilitar sua privatização. Nesta sintonia, o Governo Bolsonaro anunciou o fechamento da Agência no Bairro Siqueira Campos e da Agência Filatélica, em Aracaju e o fechamento de 161 agências dos Correios em todo o Brasil. Na mesma linha política, através de PDV, o Governo Federal visa o desligamento de 7,3 mil trabalhadores que podem aderir ao Plano de Demissão Voluntária até o dia 12 de junho.

Filiado à Central Única dos Trabalhadores (CUT/SE), o Sindicato de Trabalhadores dos Correios SINTECT tem viajado pelo interior de Sergipe promovendo audiências públicas sobre a importância da empresa dos Correios.

O coordenador geral do SINTECT/SE, Jean Marcel acaba de conquistar um espaço na Câmara Municipal de Aracaju, através da sessão especial, a convite do vereador Camilo (PT), na manhã da próxima quarta-feira, dia 29/5, para desmascarar as fake news e inverdades que vem sendo difundidas sobre o trabalho realizado pela empresa pública dos Correios. “É mentira que os Correios precisam do dinheiro do Estado. Pelo contrário, apesar de todas as dificuldades, a gente consegue gerar lucro. Em 2017, o lucro foi de R$ 667 milhões. Em 2018, foi um lucro de R$ 161 milhões. Isso significa que além de interligar as regiões mais distantes deste País enorme, a empresa pagou o salário de todos os trabalhadores e ainda gerou riquezas para o Brasil. Portanto, o argumento de que a empresa dos Correios deve ser privatizada porque gera prejuízo não é verdade. Os Correios geram riqueza para o Brasil, além de garantir o sustento de 100 mil famílias, que é o número de trabalhadores empregados”, explicou.

Dirigentes do SINTECT declaram que a empresa pública dos Correios é importante na vida do povo brasileiro e não pode ser destruída pela ‘onda neoliberal’ que quer privatizar tudo. “O Sedex é sinônimo de agilidade. Os erros e extravios de entrega são pontuais e não bastam para desmerecer o trabalho de uma empresa que entrega mais de 20 milhões de objetos por dia”, afirmou.

O coordenador geral do SINTECT/SE explicou que só os Correios são capazes de chegar às regiões mais remotas do Brasil. “Só os Correios tem postos em 5.570 municípios. A iniciativa privada que faz serviços de entrega não tem interesse de ir tão longe, não há o interesse mercadológico. Quem aposta na iniciativa privada para o serviço de entregas e encomendas como o Rapidão Cometa, Fedex, THL, entre outros sabe que o serviço é mais caro, é mais precário e muitas vezes a entrega final da encomenda é feita pelos Correios a depender da localidade, porque a iniciativa privada não entrega em todos os lugares”.

Jean Marcel chamou a atenção para o crescimento do mercado virtual de compras online que se baseia todo nos Correios, sendo um importante braço logístico destas empresas. “Nenhum País com a dimensão continental que tem o Brasil fez essa loucura de privatizar os Correios. Em países menores como Argentina e Portugal que privatizaram, a população está lutando para estatizar novamente. O que a privatização trouxe para eles? O aumento no preço das encomendas e a diminuição do serviço. Em Portugal, 15% da população ficou sem serviço postal. Se acontecer o mesmo no Brasil – que é um País com mais de 200 mil habitantes, com certeza teremos mais de 30 milhões de pessoas sem o serviço postal imediatamente. Aqui no Brasil o efeito será pior também porque nossa estrutura ferroviária e aeroviária não é a mesma dos países da Europa”, acrescentou.

O dirigente sindical alertou que os Correios é uma empresa de 350 anos de existência com um cunho social importante. “Quem vai fazer a entrega de donativos em casos de desastres? A iniciativa privada? Quem vai entregar vacina, remédio, livro didático na Amazônia, em pequenas cidades do Nordeste, em regiões periféricas? A iniciativa privada atua visando o lucro. Os Correios tiram documentos, emitem CPF, tem um cunho social e são um braço importante do estado. O principal prejudicado com a possível privatização dos Correios será a população brasileira”.

Por Iracema Corso

Foto assessoria