Aracaju, 24 de abril de 2024
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RJ: WITZEL FALA EM ” MANDAR MÍSSIL” EM BANDIDOS DA CIDADE DE DEUS

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O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, disse nesta sexta-feira (14) que criminosos da Cidade de Deus, na Zona Oeste do Rio, poderiam ser explodidos por um míssil, como mostrou o RJ2.

“O vagabundo bandido quer atalho e aí nós cidadãos não vamos aceitar isso. A nossa polícia, ela não quer matar. Mas nós não queremos ver cenas como aquelas que nós vimos, na Cidade de Deus, que, se fosse com autorização da ONU, em outros lugares do mundo, nós tínhamos autorização para mandar um míssil naquele local e explodir aquelas pessoas.”

O governador fez a declaração em uma solenidade em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, e foi aplaudido pelos presentes após o discurso.

Witzel também disse que o Rio de Janeiro vive um estado de terrorismo.

“Porque nós estamos vivendo um estado de terrorismo, não só no estado do Rio de Janeiro, mas nas comunidades onde eles se infiltraram. Não é a comunidade que faz o sujeito ser terrorista porque lá na CDD[Cidade de Deus], na Rocinha, no Vidigal, tem gente decente, que trabalha e estuda”, completou.

Horas após o comentário no discurso, o governador afirmou que, em sua declaração, comparou as ações dos traficantes do Rio com conflitos armados que existem no mundo.

Witzel ressaltou ainda que o Rio vive um estado de terrorismo nas comunidades, deixando milhares de famílias reféns da violência.

Em relação à expressão “aquelas pessoas” , o governador disse que se referia aos bandidos que enfrentaram os policiais e atiraram por trás de um muro na Cidade de Deus no confronto da última quarta-feira (12). Segundo ele, num conflito bélico, eles seriam alvo de míssil.

Repercussão

A Presidente da Comissão de Direitos Humanos da Alerj, deputada Renata Souza (PSOL), divulgou uma nota criticando a declaração.

Segunda ela, a declaração do governador revela uma mentalidade autoritária e violenta e que segurança pública se faz com estratégia, prevenção e inteligência, não com mísseis e execuções sumárias.

A ONG Redes da Maré disse que a declaração do governador soa como uma carta branca para policiais que atuam ao arrepio da lei nas favelas do Rio de Janeiro. Ainda sendo a ONG, não será com mais violência que a grave crise na segurança pública no Rio será resolvida.

G1- RJ

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