09/12/19 - 15:04:35

Infarto tem atingido público jovem; Especialista explica porque é perigoso

Em setembro de 2019, o filho mais velho do ex-jogador Cafu, morreu após um infarto fulminante aos 30 anos de idade. O incidente trágico chocou toda a família e as pessoas que acompanharam o fato. A questão é que não são raros os casos de infartos em jovens que tem desfecho fatal.

Nos últimos anos tem crescido o número de jovens que têm sido vítimas de infarto agudo do miocárdio (IAM), esse número tem assustado a população e especialistas já que o mais provável é que o IAM só aconteça em pessoas mais velhas e que estejam com o organismo mais debilitado. No entanto, atualmente o ritmo de vida cada vez mais acelerado, a falta de cuidado com a alimentação e os maus hábitos têm aumentado drasticamente os números.

Ainda segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), essa doença é a maior causa de mortes no mundo, chegando a 17 milhões de vítimas no ano. Os dados do Ministério da Saúde apontam que no primeiro semestre de 2013 foram internadas 427 pessoas entre 15 e 29 anos com problemas cardíacos.

As causas são diversas para o infarto no público jovem, ainda podem estar atreladas ao consumo desenfreado de fast-foods, de bebidas alcoólicas, fumo, sedentarismo, uso de anabolizantes, energéticos e histórico familiar com doenças cardíacas.  Outro fator apontado pelos pesquisadores é o aumento da competitividade no mercado de trabalho que tem levado a uma baixa qualidade de vida.

O cardiologista da Hapvida Saúde, Pedro Pereira, ressalta para a importância de estarmos em alerta para os sintomas, segundo ele os sinais são as dores no peito, em repouso, que pode ir para o braço esquerdo, pescoço ou costas, que piora quando caminha, e pode vir associado a náuseas ou vômitos e sudorese. Pode ocorrer dor epigástrica – no estômago principalmente em mulheres e idosas.

“É importante manter hábitos saudáveis, podemos evitar praticando atividade física, diminuindo a ingestão de sal, gorduras, alimentos de fast food, refrigerantes, doces e evitando sempre o sobrepeso e a obesidade”, ressalta o cardiologista.

Fonte e foto assessoria