14/04/20 - 06:10:38

Nova fase de restauração florestal do Projeto Azahar recupera mais de 10 hectares

O coordenador geral do Projeto Azahar: Flor de Laranjeiras, Professor Antenor Aguiar, explica que um dos principais objetivos do projeto é recuperar áreas degradadas por meio do plantio de espécies florestais para fins de restauração de áreas de preservação permanente.

“A Mata Atlântica, que um dia já foi muito vasta e frondosa, possui atualmente apenas 6,9% da cobertura original em Sergipe, segundo o Atlas da Mata Atlântica (SOS Mata Atlântica). Por isso, toda ação de plantio é benéfica a fim de minimizar o impacto das ações antrópicas e da destruição deste importante bioma em nosso país e, em especial, em Sergipe”, lamentou o coordenador geral.

O engenheiro Florestal e coordenador técnico do projeto, Thadeu Ismerim, explica que o Ipê rosa, ipê amarelo, pau-ferro, pau-pombo, canafístula, e pau brasil são algumas das espécies que, em breve, serão plantadas no local. “Este plantio pode contribuir para a formação de um corredor ecológico e gerar matrizes de árvores importantes para a mata Atlântica nessa região, a exemplo da Handroanthus impetiginosus (ipê-roxo), que está quase ameaçada de entrar extinção, e da Cedrela fissilis (cedro), que está vulnerável”, completou Ismerim.

Passo a passo do reflorestamento

“O primeiro passo foi o diagnóstico de áreas degradadas que necessitam de intervenção do homem para o pleno desenvolvimento da vegetação nativa. Depois, levantamos algumas informações gerais sobre as propriedades agropecuárias localizadas no entorno dos rios Sergipe e Cotinguiba e dialogamos com seus responsáveis, com o objetivo e de definir o local do reflorestamento”, detalhou o técnico agropecuário do projeto, Jamisson Santos.

“No momento estamos realizando o cercamento para isolar a área da ação de agentes externos, como animais e até o próprio homem. O próximo passo é abrir as covas em que serão plantadas as mudas, no início do período chuvoso. Feito isso, realizamos o processo de controle das plantas invasoras e pragas, a adubação inicial e só então plantamos as mudas”, completou Jamisson.

Por que restaurar?

O engenheiro florestal Thadeu Ismerim esclarece que o reflorestamento contribui para o equilíbrio ambiental e para a preservação de rios e nascentes, pois protegem o solo que está em seu entorno, por meio das chamadas matas ciliares. “A vegetação ciliar tem como função, dentre outras, a regularização hidrológica, o controle da erosão e do assoreamento dos cursos d’água e reservatórios. Assim, ações de restauração florestal nessas áreas são primordiais para o manejo correto de bacias hidrográficas, garantindo a qualidade e quantidade da água e a biodiversidade”, explicou o engenheiro.

Ele aponta que as matas ciliares são o tipo de vegetação que mais sofrem pelas ações antrópicas, principalmente, com o desmatamento para uso alternativo do solo para atividades agropecuárias. “Estas ações são mais preocupantes ainda por se tratar de uma região que tem papel fundamental na sustentabilidade ambiental de uma bacia hidrográfica, até por isso, é considerada como área de preservação permanente pelo Novo Código Florestal (Lei Federal nº 12.651/2012)”, lamentou.

Sobre o Projeto Azahar

Além das ações restauração Florestal, o Projeto Azahar: Flor de Laranjeiras é desenvolvido tendo como eixos fundamentais a educação ambiental, o monitoramento hídrico e as pesquisas científicas. Desde o primeiro semestre de 2019, o projeto é desenvolvido inteiramente voltado para os rios Sergipe e Cotinguiba, atingindo prioritariamente as comunidades de Pedra Branca e Bom Jesus, ambas localizadas no município de Laranjeiras

O intuito é contribuir com a promoção da segurança hídrica na região, por meio da racionalização, conscientização e efetivação de um projeto de educação que contribua para o aproveitamento, o cuidado ambiental e com os recursos hídricos.

Foto assessoria

Por Débora Melo