18/05/20 - 12:44:31

DEPUTADO ALERTA PARA A VIOLÊNCIA SEXUAL INFANTIL EM TEMPO DE ISOLAMENTO

O isolamento social, uma medida importante para proteger as famílias do coronavírus, tornou-se um perigo à vida de milhares de crianças e adolescentes no Brasil. Conforme dados do Unicef, mais de 250 mil crianças e adolescentes são vítimas da violência sexual todos os anos no País. O deputado estadual Dr. Samuel Carvalho abordou o assunto nas redes sociais nesta segunda-feira (18) para conscientizar a população sobre a importância da denúncia.

Segundo o deputado, na maior parte dos casos, o abusador encontra-se no núcleo familiar, podendo ser parente ou amigo de íntima confiança, o que significa que a vulnerabilidade de crianças e adolescentes pode aumentar em tempo de isolamento e confinamento social. “Muitas vezes a violência sexual ocorre dentro de casa e não existe um perfil facilmente identificável de quem cometa o crime. Com o fechamento das escolas e com o afastamento da rotina, crianças e adolescentes podem estar convivendo diariamente, de forma mais direta, com seu agressor. Minha preocupação é que nessa quarentena os casos podem aumentar. Cada vez mais, os pais e responsáveis devem ficar atentos aos sinais das crianças e com mudanças bruscas dos adolescentes em casa”, afirmou.

O deputado relembrou o caso de uma criança que saiu de casa para brincar com uma vizinha e não retornou. “Hoje é o dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Nesta data, lembro da morte do menino de seis anos que foi estuprado e assassinado com requintes de crueldade em Santa Luiza do Itanhy em 2018. Essa triste história nos lembra da importância de trabalharmos tanto para fortalecer as instituições que atuam na linha de frente – CRAS, conselhos tutelares, polícias, Ministério Público, entre outras, quanto para tornar mais rigorosas as leis que tratam do assédio, abuso e estupro de vulnerável”, esclareceu.

DENUNCIE

Para denunciar casos de abuso sexual contra menores basta ligar para o número 100, acessar o aplicativo Direitos Humanos Brasil ou a ouvidoria do ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos.

Da assessoria