11/11/20 - 10:46:03

O perigo da Dengue exige atenção da população durante a pandemia

Esse ano, além da preocupação de toda a população com a pandemia da Sars-Cov-2, a Covid-19, as pessoas estão enfrentando outros velhos problemas epidemiológicos, como a dengue, chikungunya ou zika. Em Sergipe, diversos municípios apresentaram casos confirmados. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SES), já passam de 1.666 casos, sendo a maior incidência em Aracaju, com mais de 492 e em mais de 53 municípios.

É diante desse cenário que é preciso que as medidas de prevenção e combate ao mosquito transmissor precisam ser tomadas. De acordo com a médica infectologista Sílvia Fonseca, diretora regional de infectologia do Sistema Hapvida, que administra o Grupo São Francisco, as medidas de prevenção e de combate ao mosquito transmissor são necessárias para evitar uma epidemia da doença, que possui condições de ocorrer em qualquer localidade.

“O risco de termos uma epidemia de dengue sempre existe no Brasil. Temos quatro sorotipos diferentes de vírus da dengue e temos o mosquito transmissor em todas as cidades brasileiras”, ressalta a infectologista.

A especialista ressalta que o aumento de casos de dengue podem superlotar os hospitais, agravando a possibilidade de transmissão entre os pacientes.

“Se tivermos as duas epidemias juntas (dengue e Covid-19) haverá uma grande aglomeração de pessoas nas emergências, o que pode facilitar, inclusive, a transmissão de Covid-19 para quem lá estiver por causa de dengue”, comenta Sílvia.

A médica infectologista observa ainda que alguns sintomas são similares entre as duas doenças, mas que, diferente da dengue, os casos de desenvolvimento da Covid-19 são acompanhados de sintomas respiratórios.

“Os sintomas são muito parecidos como febre, dor de cabeça, dor no corpo, mas a grande diferença é que a Covid-19 também tem sintomas respiratórios como coriza e tosse, o que não acontece com a dengue. É importante ressaltar que as duas doenças podem progredir para a morte, por isso, a detecção e o tratamento precoce podem ajudar a evitar enfermarias sobrecarregadas e casos graves”, conclui Silvia.

Fonte e foto assessoria