08/01/21 - 12:10:24

COMPRAS COM CARTÃO DE CRÉDITO E CARNÊS CRESCEM JUNTO COM AS VENDAS

Desde o mês de maio, quando houve aumento, a condição de endividamento das famílias sergipanas medida pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), através da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), mantém estabilidade. De acordo com os números estudados pela assessoria executiva do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac de Sergipe, o indicador de endividamento das famílias sergipanas foi de 76,6% no mês de dezembro de 2020, encerrando o ano com redução de -1,2% diante de novembro. Atualmente, 154.600 se encontram com algum tipo de compromisso a ser pago em prazo futuro.

Entre as famílias que se encontram com algum tipo de dívida, 28,2% informaram que estão com contas em atraso, totalizando 60.054 famílias nessa condição. Já na condição de inadimplência, ou seja, não podendo arcar com seus compromissos no período próximo, são 9,5% das famílias, totalizando 20.466 unidades familiares. De acordo com o presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac, Laércio Oliveira, o indicador de inadimplência está apresentando redução considerável, diante do momento da pandemia que atravessamos.

“São sete meses em que as famílias que se encontram inadimplentes estão em queda. Esse número já chegou a ser de mais de 32 mil famílias, no momento mais complicado da pandemia, porque muitas pessoas estavam sem poder trabalhar e não conseguiram arcar com seus compromissos. Entretanto, com a volta do funcionamento das atividades econômicas, esse indicador já reduziu em mais de um terço. Esse é o resultado da educação financeira que as famílias foram condicionadas a passar, devido aos problemas decorrentes da COVID-19, que ensinou as pessoas a priorizarem os gastos essenciais e o custeio das despesas necessárias para manter suas casas”, comentou Laércio Oliveira.

Elevação nas vendas

As compras a prazo com cartões de crédito continuam liderando o endividamento das pessoas em Sergipe. Em dezembro, 95,2% das famílias informaram ter alguma dívida com operadoras de cartões de crédito para arcar nos próximos dias. O aumento no uso do cartão de crédito, corrobora com a elevação constante nas vendas do comércio varejista apresentada desde o mês de agosto. Os sergipanos nunca apresentaram ao longo da série histórica da PEIC, um indicador tão alto de consumo com cartão de crédito. As compras por meio de crediário ou carnês também apresentaram crescimento em dezembro, com 16,9% das famílias informarem ter esse tipo de compromisso para pagamento. O que também é um sinal importante de aumento das vendas do comércio têm crescido nos últimos meses, com as lojas fazendo mais operações de crédito ao consumidor, por conta própria. Laércio Oliveira comentou a relação de endividamento com a elevação das vendas.

“Quando temos aumento nas vendas do comércio, é natural que tenhamos um aumento do endividamento das famílias. Pois as pessoas compram com prazo adequado para seu orçamento para pagar, com algumas prestações, ou usam o cartão para pagar no mês seguinte à compra. Isso também é uma característica de elevação nas vendas das lojas. A modalidade crediário mesmo, que voltou a crescer, é uma prova disso. Pois o consumidor tem conquistado a confiança dos lojistas, que lhe dão um crédito pessoal para fazer sua compra pagando o carnê. Esses indicativos mostram que o comércio está em uma boa fase de recuperação das vendas, depois dos problemas provocados pela pandemia. Então, ter uma dívida pra pagar não significa que a pessoa esteja com problemas. Pelo contrário, ela está investindo em si, em sua casa e em sua família, comprando bens”, afirmou o presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac, Laércio Oliveira.

Tipos de dívida

Além do cartão de crédito e carnês, as dívidas das famílias sergipanas se subdividem em cheque especial, crédito consignado, crédito pessoal, financiamentos habitacional e automotivo, além de dívidas menores. Acerca de compras com cheques pré-datados, a modalidade de pagamento aparentemente está extinta em Sergipe, devido às consequências da pandemia, que impedem o uso desse método.

Foto Fecomércio