21/01/21 - 15:38:21

Depois do Detran e do IPTU, tarifa do ônibus e a água também podem aumentar

 

Enquanto a sociedade sergipana, e a aracajuana em especial, aguarda com ansiedade a imunização da maioria contra o Coronavírus (COVID-19), algumas autoridades constituídas parecem que já vivem o “novo normal”, adotando medidas cada vez mais impopulares e que só tencionam ainda mais o cenário político, já marcado por uma forte rivalidade e por uma série de interesses definidos e pragmáticos. A pandemia persiste, mas “o show não pode parar”! É mais ou menos isso…

Antes da virada do ano, em plena crise (financeira e/ou psicológica), eis que o governo do Estado apresenta um projeto que “atualizou” as taxas cobradas por serviços do Detran que, segundo os parlamentares da oposição, chega a dobrar o valor da tarifa, a depender da especialidade do requerimento. O assunto gerou ampla discussão e causou um desgaste enorme, sobretudo nas redes sociais, cujas “consequências” só serão sentidas (ou não) no pleito programado para 2022.

Não muito distante, o prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira (PDT), não apenas vem descumprindo sua promessa da campanha eleitoral de 2016, de revogar o aumento do IPTU, mas ainda enviou para as residências da população os novos carnês com um reajuste de 2,65% em relação a 2020. Muita gente “consentiu”, já pagou antecipado para ter um “desconto”, mas é mais do que necessária uma ação dos órgãos fiscalizadores, como o Ministério Público. O povo já está pagando mais caro…

Depois do “desastre” que foi a legislatura anterior da Câmara Municipal de Aracaju (CMA), omissa e subserviente ao prefeito da capital, chegando a entregar a “responsabilidade” pela análise e aplicação da planilha de preços da tarifa do transporte coletivo que, graças aos vereadores com mandato até 31 de dezembro passado, poderá ser reajustada por decisão do prefeito Edvaldo Nogueira, segundo rumores da imprensa, até o final do mês.

É isso mesmo que você está lendo: em plena pandemia, uma das passagens mais elevadas do País, tende a ficar ainda mais cara! Mas a “cereja do bolo” sempre ainda pode chegar e chegou: a DESO anuncia em seus boletos, conforme denúncia do deputado estadual Georgeo Passos (Cidadania), que no mês de fevereiro as contas virão reajustadas em 5,36%, aumento suspenso em 2020 por conta da pandemia do novo coronavírus.

Mas “o que está ruim, ainda pode piorar”! O governo do Estado, ainda segundo deputado, além desse reajuste referente ao ano passado, ainda pode também querer conceder outro “aumento” de 5%, por exemplo, para 2021, para “compensar” o momento de instabilidade financeira que, diga-se de passagem, não procede, tanto que as receitas do Executivo voltaram a crescer, inclusive quanto aos repasses federais. Pobre povo! Passada a eleição, agora nem a pandemia “segura”…o troco!

Veja essa!

Apesar de não ter sido procurado pela Fundação Renascer para qualquer esclarecimento, este colunista tomou conhecimento, por amigos da imprensa, de uma “resposta” que o presidente Wellington Mangueira teria dado, falando em registro de Boletim de Ocorrência e Ação por Danos Morais.

E essa!

Este colunista, primeiramente, estranha que o presidente, em tom de ameaça, tente trabalhar com “intimidações” – isso não cola mais hoje em dia – ao invés de apresentar respostas objetivas para tudo o que fora colocado e denunciado. É muito “blá-blá-blá” e pouquíssima informação para a sociedade.

Só agora?

Uma das “pérolas” do atual presidente é que, diante das denúncias de irregularidades na relação Fundação Renascer & empresa Ankora (prestadora de serviços), ele decidiu mandar sua equipe apurar. Lembrando que essa empresa está na Fundação há cerca de dois anos, mas só agora, graças a este colunista, o presidente “quer investigar”?

E o relatório?

Como perguntar não ofende jamais, por que o presidente “tão ético e cheio de moral”, ignorou até agora o relatório feito pelo ex-diretor da Fundação, antes de deixar o cargo, apontando todas as irregularidades dessa empresa Ankora e com dois meses que já não assinava ordens de pagamento?

E a jornada?

Será que Wellington Mangueira não sabe que a Fundação paga por uma jornada de trabalho de 44 horas, mas os funcionários só trabalham 30 horas? Será que ele não sabe que os seus indicados na empresa não estão capacitados para os cargos que ocupam e salários que recebem? Se não sabe, o que está fazendo o presidente, afinal?

Olha essa, galeguinho!

Essa relação Renascer/Ankora é tão estranha que passa por cima até de um decreto do governador Belivaldo Chagas. Pobre “galeguinho”! Por conta da pandemia, determinou a redução de todos os contratos firmados pelo Estado em 25%. A Fundação não diminuiu o contrato com a Ankora e ainda fez pior: aditou o mesmo, ou seja, além de não reduzir, ainda aumentou? Isso pode, Belivaldo?

Boletim de Ocorrência

Wellington Mangueira pelo menos acertou quando procurou uma delegacia de Polícia para registrar um Boletim de Ocorrência em uma delegacia de Polícia. Lá ele poderá explicar que é o “padrinho” da senhora Larissa Costa Lemos, chefe do setor de contratos da Fundação! E também explicar qual a relação dela com a senhora Crerlin Costa Lemos, atual chefe do setor pessoal da Renascer. A sociedade sergipana clama por estas respostas…

Não se intimida

Este colunista reforça que não se intimida com Boletins de Ocorrência e nem com Ações Judiciais. Quem não deve, não teme! Delegacia é sim lugar para “bandidos” e a justiça existe para que o erário público jamais seja lesado, dilapidado! Tudo o que está sendo colocado, ainda será ampliado, porque as denúncias não param de chegar…

Bomba!

Por exemplo, será que o presidente da Fundação pode esclarecer mais detalhes sobre o contrato com a empresa de alimentação C.A. Teixeira? Aquela que também faz parte do grupo F.F.? Esse contrato deve ter passado pelo crivo da senhora Larissa, ou não?

 Exclusiva!

Na “resposta”, Wellington Mangueira fala sempre em “transparência” da Fundação! Este colunista acompanha tudo de perto e, até o fechamento desta edição, não havia nenhuma informação no Portal da Transparência sobre o processo de prorrogação do prazo do contrato com a empresa Ankora. Se atualizar agora, não vale, porque já se tem tudo documentado…

 

Mais duas?

Só uma “palhinha” do que ainda vem por aí: falta no portal da Transparência, por exemplo, a publicação do contrato de mais duas empresas firmados recentemente e realizados pela Fundação. Já existem denúncias inúmeras sobre descumprimentos contratuais de ambas, bem como, informações gravíssimas sobre a contratação de outra empresa. Na próxima edição, este colunista já espera ficar respaldado de toda a documentação comprobatória e não hesitará em publicar na íntegra.

Alô Graccho Cardoso!

O servidor público do município, Wemblley da Cruz Silva, relata que tem uma decisão liminar do Poder Judiciário garantindo sua posição no concurso público realizado pela administração. Ele foi empossado em 28 de agosto do ano passado, recebeu normalmente seus rendimentos até dezembro, inclusive o 13º proporcional, mas foi orientado a “aguardar em casa”.

 Se recusou

O Agente Administrativo explica ainda que já procurou o secretário municipal de Administração, Eli Jaldes Aragão, que, segundo o denunciante, se recusou a receber seu ofício questionando qual seria seu local de trabalho. O assunto já está denunciado junto ao Ministério Público.

Decisão judicial

Pela decisão do Poder Judiciário, pelo juiz de Graccho Cardoso, está determinada a suspensão de novas convocações, nomeações e posse dos aprovados no concurso público para além do número de vagas existentes sob pena de multa diária, a ser paga direta e pessoalmente pelo prefeito da cidade no valor de R$ 1.000,00 até o limite de R$ 100 mil. O juiz considerou o risco de prejuízo significativo e de difícil reparação à municipalidade.

Alô Dores!

O prefeito Mario da Clínica conseguiu aquisição de um novo ônibus escolar para os estudantes de Dores, dentro do plano de retomada do crescimento municipal. O gestor trabalha para solucionar os problemas deixados pela administração anterior.  O ônibus escolar foi comprado com recursos de uma emenda parlamentar do deputado federal Fábio Reis (MDB).

CRÍTICAS E SUGESTÕES

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