Atento ao que vem ocorrendo no Banco do Estado de Sergipe – Banese -, o Sindicato dos Bancários de Sergipe participou, na última quarta-feira (3), de audiência com o procurador do Ministério Público do Trabalho Ricardo Carneiro, para tratar de denúncias de retaliações sofridas pelos baneseanos após a greve ocorrida no final do ano passado.
No mês de janeiro, o Sindicato dos Bancários já havia realizado manifestação, em frente ao Centro Administrativo do Banese, para denunciar publicamente a enxurrada de transferências de gerentes e coordenadores de agências que vem ocorrendo no banco. Até um dos diretores do Sindicato foi transferido para o interior.
Visando, ainda, o cumprimento do Acordo Coletivo Complementar do Banese, conquistado após a greve de 33 dias e que foi assinado no final do ano passado, o Sindicato denunciou que o Banese está descumprindo o item que obriga o pagamento da ajuda de transporte para os bancários que trabalham no interior.
Foi denunciado também que o Banco cancelou o pagamento de horas extras aos funcionários e implantou o banco de horas, mesmo sem anuência do Sindicato. Nós somos contra o ´banco de horas´. O banco está ignorando a organização sindical, afirma a diretora Ivânia Pereira.
Conforme decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST), o acordo individual para instituição do ´banco de horas´ deverá ter obrigatoriamente a participação do sindicato da categoria. Mesmo sendo acordado com os funcionários, se não for objeto de acordo coletivo, o banco de horas não terá validade, e a empresa será obrigada a pagar horas extras.
Participaram da audiência os diretores Edson Moreira, Ivânia Pereira e Augusto Cézar. O Seeb/SE recebeu um prazo de 10 dias para apresentar testemunhas das pressões sofridas pelos baneseanos durante a greve.
Sindicato dos Bancários de Sergipe - SEEB/SE