“Bandidos do futuro”! Polícia precisa fiscalizar os grupos de jovens que frequentam o Shopping Jardins! Educação começa em casa!
Está passando dos limites os excessos cometidos por grupos de jovens e adolescentes que se concentram em grupos nas imediações do Shopping Jardins, em Aracaju. No último final de semana a sociedade ficou estarrecida com uma briga generalizada protagonizada por esses grupos de “supostos marginais” que consomem drogas, geram conflitos e transtornos na área externa do shopping e, principalmente, dentro do empreendimento. Chega a ser constrangedor para os pais de famílias, que levam seus filhos para um passeio, para os clientes que se deslocam ao shopping para efetivar determinada compra e, acima de tudo, é constrangedor para os lojistas e funcionários que se veem obrigados a encarar determinadas situações.
Consta na Constituição Federal que todo cidadão tem o livre arbítrio de ir e vir, mas todo cidadão também é passível de limites, de normas. E há um conceito de que o “meu Direito começa quando o seu Direito termina”. Neste sentido, não é razoável que um grupo de jovens, no formato de tribos urbanas, se ache no direito de constranger outras pessoas em um shopping ou em qualquer outro espaço público. Politizando não quer aqui discriminar este ou aquele segmento social. É preciso respeito sim, mas o respeito tem que partir de ambas as partes. O shopping, como o cinema e o teatro, são espaços de lazer, onde as pessoas vão para se divertir, para comercializar.
Por trás de uma tendência, sobretudo entre os mais jovens, marginais estão aterrorizando a região do shopping Jardins. AÍ Politizando traz a tona o velho conceito de que a Educação “vem de berço”, “começa em casa”. Infelizmente, quando os filhos entram na pré-adolescência, os pais sentem uma espécie de “alívio” e muitos deixam de acompanhar seus herdeiros. Quer que eles caminhem “com as próprias pernas”, e isso é positivo. Eles precisam se preparar para o Mundo que vão enfrentar. Mas por trás disso, há uma preocupação: nem tudo que eles vão descobrir, nesse princípio de “independência”, é positivo. Por isso a presença dos pais, mesmo para os mais velhos, é imprescindível.
É necessário esse acompanhamento continuo. Mesmo um pouco mais afastado. O pai e a mãe são os baluartes de uma casa, de uma estrutura familiar. Quando o pai ou mãe abrem mão do direito de Educar, eles abrem um precedente perigoso para o futuro de seus filhos. Cada um pode seguir a tendência que bem desejar, mas não é aceitável um comportamento de pessoas que marcam confrontos, através das redes sociais, nas portas de shoppings. É o mesmo princípio que recai sobre as torcidas organizadas. São vândalos! E o pior: disfarçados de “cordeiros”, com a proteção legal da menoridade penal e com o apelo social por se tratarem de adolescentes.
Politizando entende que todos os limites foram ultrapassados e não dá para tentar resolver o problema apenas com diálogo. Se os jovens adotam comportamento suspeito na área externa dos shoppings, não há como negar a presença da autoridade constituída, a presença da Polícia Militar. O Ministério Público, através da Procuradoria Especializada da Defesa da Criança e do Adolescente tem que agir em sintonia com a SSP. Tem que fiscalizar, abordar e repreender determinados comportamentos. É pela displicência dos pais e pela omissão dos poderes constituídos que estamos formando uma “geração de bandidos”. Ou se toma uma medida dura, mais drástica, com rigor e disciplina, ou nos restará a lamentar, daqui a alguns anos, mais uma geração perdida.
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