Após aprovação do relatório do impeachment na Comissão Especial, deputados aderem ao movimento, diz Moura
Na manhã desta terça-feira, 12, o deputado federal André Moura concedeu entrevista as duas maiores rádios do Estado. Nos veículos de comunicação a pauta foi a aprovação do impeachment na Comissão Especial da Câmara dos Deputados por 38 votos a 27.
Explicando a tramitação do processo, que terá início nesta sexta-feira, 18, no plenário da Casa com o término no domingo, 17, o coordenador do Movimento Pró-Impeachment se mostrou confiante de que a oposição conseguirá os votos necessários para a aprovação “No nosso último mapeamento na madrugada desta terça-feira, tínhamos 359, quando são necessários 342. Mas não tenho dúvidas de que o resultado de ontem motivou a muitos indecisos e até mesmo alguns deputados da base aliada a defenderem o afastamento da presidente”, destacou.
André Moura ao ser questionado sobre a expectativa dos votos dos parlamentares sergipanos, somados ao dele, citou que Laércio Oliveira e Valadares Filho são favoráveis, Adelson Barreto ainda está indeciso, enquanto que Pastor Jony, Fabio Mitidieri, Fabio Reis e João Daniel são contrários. “A grande maioria dos deputados do PR são favoráveis, acredito que Adelson Barreto acompanhe a maioria. Já o Pastor Jony esperamos que siga a orientação da bancada do PR de votar a favor e Fabio Reis, de acordo com postagens em suas redes sociais, está ouvindo familiares, amigos e membros do partido para rediscutir seu posicionamento”.
Com o pedido acatado pela Câmara dos Deputados, o processo seguirá para o Senado que irá julgar a denúncia. “Já temos nossos três senadores que são favoráveis. Esperamos naquela Casa também ampla maioria”.
Indagado sobre os boatos de que em 2017 assumirá o PMDB/SE, André Moura refutou a hipótese. “Estou trabalhando questões maiores, que envolvem toda a Nação, questões políticas do PMDB local dependem da Executiva Nacional e não me cabem, até porque sou de outra sigla e aqui me sinto bem. Estou focado em ajudar ao país sair dessa crise sem precedentes”, assegurou.
AssCom/AM
