Para tentar agilizar o desbloqueio dos salários de mais de mil servidores, em ação arbitrária cometida na última sexta, dia 1º, pelo Governo, dirigentes do SINTRASE estiveram em reunião com o Secretário de Estado do Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplag), João Augusto Gama, e a superintendente, Lucivanda Nunes. O encontro aconteceu no final da manhã desta quarta, 6, dois dias após o encerramento da greve da Administração Geral.
Entre as discussões apresentadas, Gama afirmou que o desbloqueio dos salários deve acontecer de forma gradativa até o próximo dia 11, data em que servidores de outras Secretarias recebem os vencimentos. O Secretário também foi categórico ao declarar que haverá corte de ponto dos servidores, já que a greve foi decretada ilegal pelo Tribunal de Justiça de Sergipe (TJ-SE) no último dia 1º, em decisão deferida pelo desembargador Edson Ulisses. Os descontos estão previstos já para a folha do mês atual e vai corresponder aos dias paralisados. Ou seja, o número de dias descontados vai variar de acordo com a quantidade de faltas de cada servidor durante a paralisação, que ocorreu entre os dias 8 de junho e 4 de julho.
Medidas tomadas pelo sindicato
Segundo o SINTRASE, para amenizar a situação da categoria, uma proposta formal já foi enviada na tarde de hoje (6) à Seplag com o objetivo de contornar os descontos da folha da categoria. “O Secretário Gama declarou que poderá avaliar uma proposta apresentada pelo sindicato sobre o corte dos faltosos em greve. Enviamos um ofício hoje para que um canal de negociação sobre os cortes de pontos seja aberto”, declarou o presidente, Diego Araujo. O documento do SINTRASE prevê, entre outros pontos, a solicitação do SINTRASE a “um acordo para o pagamento dos dias não trabalhados durante a última greve (…) como forma de garantir que nenhum servidor tenha uma redução em sua remuneração, que já é a mais baixa de todo o Poder Executivo Estadual”.
“Apresentamos na reunião nossas queixas sobre o abuso no bloqueio dos salários antes mesmo da greve ter sido decretada ilegal e reforçamos pessoalmente ao Secretário que a greve já foi encerrada há dois dias. Por isso, esperamos que os salários sejam liberados o mais rápido possível e que possamos negociar com o Governo sobre estes cortes”, disse Diego.
Relembre
Na penúltima assembleia da Administração Geral, realizada em 28 de junho, os servidores decidiram pela continuidade da greve, que teria sido iniciada no dia 8 do mesmo mês, após o pagamento do Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV) sem reajuste. “Informamos à categoria na assembleia sobre a possibilidade de corte de ponto pelo Governo, pois esta informação nos foi passada pelo vice-governador, Belivaldo Chagas, em reunião do dia 23 (de junho). Mas os servidores, na ocasião, resolveram arriscar o corte de ponto e votaram a favor da continuidade da paralisação. Infelizmente, poucos dias após a decisão da categoria, a ilegalidade foi decretada pela Justiça, comprometendo os salários de milhares de servidores”, informou Diego.
Um dia útil após a decretação da ilegalidade da greve, os servidores realizaram uma assembleia extraordinária (segunda, dia 4), que encerrou o movimento paredista. Porém, desde o término da greve, mais de 1200 servidores não tiveram ainda acesso aos salários, que foram bloqueados na sexta passada (1º) pelo Governo.
Ascom Sintrase
