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Aracaju, 30 de maio de 2026

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GOVERNO APLICA A LEI DA INTIMIDAÇÃO CONTRA OS SERVIDORES, DIZ CUT

 

Para minar o movimento grevista encampado pelos servidores da administração geral, o governo Jackson Barreto bloqueou o salário do mês de junho de mais de mil servidores (boa parte deles lotados nas escolas) antes mesmo de qualquer decisão judicial.

Depois de esperar durante dois anos pela implementação do PCCV – Plano de Cargos Carreira e Vencimentos, os servidores tiveram uma grande decepção, uma vez que os valores da tabela já estavam defasados e muitos tiveram reajustes irrisórios, abaixo de cem reais.

A medida ditatorial do governo agravou o quadro caótico dos servidores que já tem parte significativa dos vencimentos comprometidos com empréstimos, e para piorar o que já está ruim, com o bloqueio as dívidas serão acrescidas de juros.

Enquanto isso, o governo caminha a passos largos para reduzir até o limite o número de funcionários públicos concursados com a contratação de empresas de terceirização – e mesmo trabalhadores que executam serviços básicos como também de vigilância, merendeiras, auxiliares técnicos etc. custam mais ao estado via terceirização.

Qual é a lógica do governo pagar a uma empresa para contratar serviços mais caros ao invés de contratar diretamente? Lógico que é para fragilizar a categoria e dificultar a unidade nas greves. Os terceirizados não têm vínculo empregatício com o estado, mas com as suas respectivas empresas e isso interfere na organização das lutas, portanto fica claro que terceirizar servidores que recebem salário mínimo ou um pouquinho acima não tem nada a ver com economizar.

Os dados revelam que só compensa economicamente terceirizar serviços de trabalhadores especializados com altos salários, mas isso não é o caso do poder público que só pode terceirizar a atividade meio, pelo menos até agora, pois o Deputado Federal por Sergipe Laércio Oliveira tem articulado incansavelmente para escancarar a terceirização.

A notícia do bloqueio atingiu em cheio a categoria levando muitos a adoecerem, e aí quando o salário sair, parte cobrirá os juros das dívidas e a outra vai pagar a conta dos medicamentos.

Aos sindicatos cabe a obrigatoriedade de comunicar os patrões e gestores públicos sobre deliberações de movimentos paredistas, como também acatar as sentenças judiciais de “greves ilegais”, e neste sentido espera-se que o governo do estado também respeite o Tribunal de Justiça e não bloqueie salários sem autorização do Judiciário, pois os trabalhadores encerraram a greve mesmo antes de qualquer decisão judicial que poderia ser favorável ou contra os trabalhadores.

Toda da solidariedade da CUT Sergipe aos servidores e servidoras aviltadas pela medida retaliativa do governo do estado.

CUT – CENTRAL ÚNICA DOS TRABALHADORES (SERGIPE)

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