DIÓGENES BRAYNER – [email protected]
A morte do delegado Ademir Júnior, mesmo para os leigos, foi encomendada. Policiais não descartam assalto. Parece-me para tumultuar. O assassinato vem sendo investigado em sigilo, o que é normal, mas a resposta à sociedade tem que ser rápida. Afinal, a vítima é um agente de Estado. Ele servia na plantonista de Estância, cidade onde a tráfico de drogas é pesado e ousado.
Para se ter uma ideia, depois de anos trabalhando no combate aos traficantes, um juiz pediu para deixar a comarca em Estância, porque passou a temer as ameaças de morte de bandidos, diariamente. Adquiriu uma depressão e terminou por ser afastado, com férias para se recuperar. Foi visitar países e cidades da Europa. Algumas delas com a venda de droga [que ele combatia] liberada e sem causar transtorno.
O modus operandi para a execução do delegado foi o de quase sempre. Dois homens em uma moto. O carona tirou-lhe a vida a tiros. Sempre a moto! Meio de transporte preferido pela bandidagem para qualquer tipo de ação. É preciso analisar se já é hora de se preocupar com quem anda nesse tipo de veículo, independente de quem esteja conduzindo, para reduzir a violência em todo Estado.
O Brasil está dominado pela violência. Os bandidos têm melhores condições de agir que a Polícia e passaram a enfrentar as forças de segurança conscientes de que levam a melhor. Há necessidade de um plano mais eficiente de proteger a sociedade, que ainda não se sabe por onde começar. O que há de estéril, nesse momento, são as discussões entre autoridades policiais, que ridicularizam as instituições e mostram divergências que favorecem aos marginais.
Os setores de segurança estão perdendo a batalha e unida pode fazer mais pelo povo que está desprotegido. As discussões ouvidas ontem nas rádios, por si só, deveriam levar à prisão a todos que foram lavar roupa suja em público.
POLÊMICA
Essa discussão fútil e inútil sobre a ação das Polícias Militar e Civil provoca absoluto descrédito da sociedade, que acha a Polícia como um todo culpada.
A sociedade quer ação e não discussão entre policiais.
SEGURANÇA
O sistema de segurança é falho em todo o Brasil e a Polícia não quer admitir que está perdendo a ‘guerra’ para os bandidos.
Está faltando projeto e unidade para que se controle a violência.
MARCADO
O delegado Ademir Junior estava marcado para morrer e os bandidos obtiveram êxito com a ousadia de matá-lo à porta de sua casa, com a mais absoluta tranqüilidade.
Discutir não adianta, porque ninguém sairá com razão desse crime.
JACKSON
O governador Jackson Barreto participou ontem de solenidade na Nicarágua e foi recebido como chefe de Estado. Hoje começa o seu retorno a Sergipe.
Desembarca em Aracaju amanhã.
DEFINIDAS
O précandidato a prefeito Edvaldo Nogueira (PCdoB) admite que “todo mundo achava que eu ia ficar isolado, mas do nosso lado as coisas principais estão resolvidas”.
– O nosso bloco está unido em seus objetivos, disse.
INVEJA
Segundo Edvaldo, agora muita gente está ‘com ciúme e até incomodada’ porque o governador Jackson Barreto “me apoiou junto com todo o PMDB”.
– O PT também veio unido e aprovou a chapa com Eliane Aquino, disse.
EM PAZ
Clovis Silveira (PPS) acha que o grupo precisa estar forte, unido e em paz. “A luta pela reeleição de João Alves Filho é uma meta que precisa ser alcançada!”
O PPS defende a formação da chapa com José Carlos Machado na vice.
COMÉRCIO
Segundo empresário da área comercial, o setor em Sergipe chegou ao fundo do poço e desanimou os donos de lojas, mas estacionou e “parou de piorar”.
Acha que é o início da recuperação.
EXPECTATIVA
A maioria dos empresários acha que a presidente afastada Dilma (PT) não retorna ao Planalto, mas existe dúvida de que ela possa reassumir.
E isso deixa a todos com um pé atrás.
PEDRINHO
Pedrinho Barreto diz que não será candidato a vereador no pleito deste ano, porque não pretende desagregar a chapa proporcional do seu grupo.
Pedrinho espera no que vai dar as composições e topa ser vice.
SAMUEL
O deputado Capitão Samuel diz que à noite e finais de semana a população só tem a Polícia Militar para se socorrer em casos de violência.
Por que não temos delegados?
MUDANÇA
O radialista Carlos Batalha deixa a Secretaria da Comunicação de Aracaju e assume a Infraestrutura. Passa a comandar as obras do município.
Para a Comunicação foi Clécia Carla, que era chefe de redação da Secom.
VEREADORES
Alguns vereadores da bancada governista demonstraram insatisfação com a nova função de Batalha na Infraestrutura e começaram a falar.
Não por ele [Batalha], mas pelo filho que será candidato a vereador.
LUCIANO
Luciano Bispo (PMDB) disse ontem que está se sentindo muito mais contrariado do que magoado com a decisão de retirar seu mandato por um ato que aconteceu em 2003.
Luciano disse que está recorrendo e acredita que retorna à Assembleia.
POLÍTICA
Luciano já avisou que vai fazer o que mais gosta a partir de agora: ‘política’. Vai andar por Itabaiana, de porta em porta, ao lado do irmão Roberto Bispo.
Vai pedir o apoio do povo para eleger Roberto prefeito.
OLHO NO OLHO
Luciano Bispo marcou um encontro hoje no ‘Bar da Goiabada’ para conversar com todos, “olhando no olho” de cada um deles.
– Não tenho mágoas, e nem inimigos. Tenho adversários, disse.
DILMA
Já na próxima sexta-feira chega a Aracaju o responsável para verificação de toda parte de infraestrutura e segurança, para a vinda de Dilma Rousseff (PT).
O ato está confirmado para segunda-feira, na praça General Valadão.
ESTÍMULO
O empresário Carlos Paes Mendonça estimulou ao também empresário Max Andrade a abrir uma loja no Salvador Norte Shopping.
Max leva para lá a loja Polo Italy
Nota
Projeção – O Fundo Monetário Internacional (FMI) melhorou as previsões para a economia brasileira e agora prevê uma recessão menos severa este ano e a volta do crescimento em 2017. A projeção é que o Produto Interno Bruto (PIB) do país tenha contração de 3,3% em este ano, o que vislumbra melhora em 2017.
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Britto – O pedido para proibir o bloqueio do WhatsApp por ordem judicial, uma ação do PPS, estava há tempos no STF. Mas voltou a andar ontem, depois que o escritório do ex-ministro do STF Carlos Ayres Britto entrou no caso como amicus curiae (assistente de uma das partes numa causa). A informação é de Lauro Jardim.
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WhatsApp – A decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, que liberou ontem o funcionamento do aplicativo de troca de mensagens WhatsApp não acaba com a polêmica sobre a obrigatoriedade da liberação de dados de usuários para investigações criminais.
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Vigília – Estudantes, professores e profissionais da educação do estado do Rio de Janeiro fizeram na tarde de ontem uma vigília em frente a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), para pressionar os parlamentares a votarem contra o Projeto de Lei 1975/2016, que altera as metas fiscais do estado.
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Dilma – O juiz Sérgio Moro liberou Dilma Rousseff de testemunhar na operação Lava-Jato. Ontem, o juiz aceitou o pedido dos advogados do empreiteiro Marcelo Odebrecht que haviam chamado a petista para a defesa do empresário, mas depois voltou atrás do pedido. Dilma prestaria depoimento por escrito.
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Olimpíadas – Metade dos brasileiros não concorda com a realização dos jogos olímpicos Rio 2016, e 63% acreditam que o evento trará mais prejuízos que benefícios, de acordo com pesquisa Datafolha. A informação foi publicada ontem pelo jornal Folha de S.Paulo. Foi o mesmo que aconteceu com a Copa.
Conversando
Definidas – As eleições em Aracaju ainda estão na base das conversas para composições, mas no interior a maioria dos municípios já tem candidaturas definidas.
Vantagem – Clístenes diz que com aumento desesperador da violência chego à conclusão que o problema do brasileiro é querer só vantagem, lamentável essa cultura.
Turquia – Marco Antonio Villa elege a bobagem do dia: Dilma compara golpe militar na Turquia com o impeachment no Brasil. Para ela, tanque é igual à Constituição.
Crime – Marcio Rocha constata que em uma sociedade na qual o crime é a regra e não a exceção, tem algo errado sim.
Sargento Edgar: “Um país com educação pública péssima como a do Brasil, constrói presídios, os países que investiram em educação, constroem cada vez mais escolas”.
Errada – Presidente da OAB-SE, Henry Clay diz que Governo precisa de humildade para admitir que política de segurança está errada.
Impunidade – O promotor Nilzir Soares diz que a impunidade sistêmica contribui muito para a violência no país.
Comissão – Radialista George Magalhães sugere que Comissão de Direitos Humanos da OAB dê assistência jurídica à família do cobrador assassinado.
Guarda – Georlize Oliveira lamenta emocionada morte do colega delegado e diz que todo aparato da Guarda Municipal está à disposição da SSP.
