No sábado (17) à noite, o colunista Diógenes Brayner, do Faxaju Oline e do Correio de Sergipe, postou em seu twitter que “o governador Jackson Barreto está em Brasília e ajuda a convencer deputados a votar contra o impeachment”. Trinta minutos depois, através de sua assessoria, o governador desfaz a informação postada: “vi pelo twitter a sua informação de que eu estava em Brasília. Não é verdade, estou em Aracaju. Acho que não há tempo para resolver mais nada por lá”, disse.
Por volta das 21:30 horas o Ne Notícias posta também no twitter uma matéria ampla sob o título “Jackson vai a Brasília para tentar garantir o voto de Fábio Reis”. Logo em seguida, uma pessoa estreitamente ligada ao deputado Fábio Reis, envia mensagem via whatsapp ao colunista, perguntando: “Jackson Barreto desistiu de vir a Brasília? Vi no seu twitter”.
O colunista Diógenes Brayner respondeu: “exato”. E contou a publicação na rede social, com o desmentido do governador. O aliado de Reis achou uma “pena” e adiantou: “mas a situação realmente ficou irreversível”. O jornalista ponderou: “vi em Gilmar (Ne Notícias) que ele iria, pode ter mudado de ideia”.
Uma nova mensagem do assessor: “Vamos aguardar então. Era importante a presença dele por aqui. Muita pressão amigo. Dos dois lados, PMDB e Governo”. Depois pediu: “vamos aguardar amanhã”. O colunista perguntou com quem Fabio ficaria e ouviu do assessor: “bem provável que seja com o partido, mas não posso falar por ele”, respondeu.
– Jackson Barreto mudaria isso? Perguntou o repórter.
– Acho que Jackson precisa de uma ponte com o Michel Temer. E essa fonte é Fábio, respondeu e acrescentou: “porque ele é do PMDB e vice-líder do partido na Câmara. Acho que o Governo já jogou a toalha”, concluiu.
Por volta das 22 horas, ouvido pelo Faxaju Online, Fábio Reis desmentiu com certa irritação essa informação e disse que se mantém em dúvida: “a minha posição todos só vão saber hoje”, disse e negou que tivesse conversado com Temer sobre este assunto. Avisou ao reporte que “não publicasse nada sobre ele sem antes ser autorizado”.
Penúltimo – Sergipe é o penúltimo Estado a votar na sessão que julga o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), neste domingo (17), às 14 horas. Da bancada, o primeiro voto será do deputado federal Adelson Barreto (PR) e o último de Valadares Filho (PSB), ambos declaradamente favoráveis ao impedimento da presidente.
A divisão de votos pró e contra da bancada de Sergipe ainda não está definida. Dois deputados que votam contra a permanência da presidente dizem que será de 6 a 2, o que dá vitória ao impeachment em Sergipe. Um deles disse que o deputado Fábio Reis (PMDB) teria conversado com Michel Temer (PMDB), ao lado dos colegas Mauro Lopes (ex-ministro) e João Arruda. Os três teriam confirmado voto pelo impeachment.
João Daniel – Também por volta das 23 horas o Faxaju Online entrou em contato com o deputado federal João Daniel, que estava em meio a um plenário de barulho infernal. Disse que está muito tranquilo e admitiu que “vamos trabalhar para que eles [os que querem o impeachment] não consigam os 342 votos que aprovam o afastamento da presidente”.
– Nós não precisamos ter votos, disse ele, explicando que mesmo assim “já temos entre 192 a 210 votos”. Disse que o clima mudou muito favorável ao Governo e informou que em Brasília neste sábado (16), em termos de manifestação é de tranquilidade, admitindo que neste domingo (17) a situação pode esquentar dos dois lados.
Favorável – Um outro parlamentar, que falou pedindo off, disse que o clima é favorável ao impeachment, disse isso baseado em conversas que teve por todo o dia deste sábado (16), com deputados da oposição e situação. A mesma fonte disse que o Governo tentou atuar dentro do PSB internamente, mas não obteve sucesso.
O deputado federal André Moura (PSC), que ficou 48 horas sem dormir, disse que o grupo de coordenação favorável ao impeachment, que ele participa, tem em mãos um levantamento de parlamentares que dá vitória fácil para o impedimento de Dilma. Na avaliação, no contato corpo a corpo, pelo impeachment tem 370 deputados e contra só 139.
