Desde quando começou a pré-campanha eleitoral que este colunista vem acompanhando a agonia de muitos pré-candidatos a vereador em Aracaju e chegou a uma conclusão: as novas regras da legislação para a eleição deste ano só beneficiam aqueles que buscam a reeleição, que já possuem um mandato eletivo. E se estamos vivendo em tempo de crise financeira, onde quem já é vereador anda reclamando da sorte, imagine para quem não tem o suporte técnico e financeiro de um mandato?
A saída é clara: ou o pré-candidato vai para o “sacrifício” este ano ou desiste do sonho que é uma eleição sob o voto popular. E é este o momento em que todos os pré-candidatos precisam se valer do bom senso. Tem gente que tem voto, verdadeiramente, que consegue reunir parte de seu agrupamento. Já outras pessoas não conseguem agregar tanto. É tempo de gastar a “sola do sapato”…
A nova lei eleitoral reduz o período da campanha e traz outra mudança fundamental: ela reduz a participação dos pré-candidatos a vereador pelo rádio e pela tv. Para quem já é uma figura pública ou que já tenha o mandato, ficou muito bom. Esta “nova política” beneficia apenas os mais velhos, os mais antigos. Para quem esperava por grandes mudanças na Câmara Municipal de Aracaju, será um choque de realidade…
Em síntese, com menos tempo e estrutura de campanha, muita gente começa a desistir da pré-candidatura antes mesmo do processo eleitoral começar em definitivo. Alguns nomes certamente vão continuar. Muitos preferem fazer uma composição e tentar ajudar alguém com mandato a se reeleger. É a “lei da sobrevivência”. Estamos diante de uma legislação feita para beneficiar quem já está no Poder e que pode “sepultar” muitos discursos e teorias de renovação. Muitos que carregam um ideal correm o risco, apenas, de serem usados como “escada” para políticos mais estruturados e conhecidos publicamente.
Veja essa!
O marketing da campanha à reeleição do prefeito João Alves Filho (DEM) ficará sob a responsabilidade do consagrado jornalista sergipano Teotônio Neto. A definição saiu nesse domingo (7). Outras coordenações também estão sendo definidas para, em breve, colocar o agrupamento nas ruas.
E essa!
Ainda sobre João Alves, uma fonte do agrupamento do prefeito, que por enquanto prefere não se identificar, rebateu as declarações do pré-candidato Valadares Filho ao jornalista Joedson Telles: “só quem não conhece a trajetória de João Alves para achar que ele tem medo de enfrentar qualquer desafio eleitoral. Quem estiver esperando pela sua desistência, ainda vai ter muitas surpresas”.
Solidariedade
A chegada do Solidariedade na coligação do pré-candidato a prefeito de Aracaju, deputado Valadares Filho (PSB), continua dando o que falar. O partido tem um vereador com mandato, Pastor Roberto Morais (SDD), que para muitos tende a se reeleger com tranquilidade.
Incomoda
Ontem, este colunista chegou a informar as três chapas da coligação do candidato do PSB e revelou que o SDD ficaria coligado com PTB, PSL e PSC. Ninguém aceitava o Solidariedade (leia Pastor Roberto Morais) no chapão e nem na primeira chapinha. Acham que com ele na disputa é uma vaga a menos em jogo.
Mudou de novo I
Nesse domingo eis que houve uma nova mudança: o “chapão” perdeu força e agora vai de PSB. PRTB e PMB fazendo quatro vereadores. Oito nomes competitivos brigam por elas: Elber Batalha (PSB), Lucas Aribé (PSB), Bertulino Menezes (PSB), Max Prejuízo (PSB), Anderson de Tuca (PRTB), Ivaldo José (PRTB), Augusto do Japãozinho (PRTB) e Thiago Batalha (PMB).
Mudou de novo II
Definiram uma chapinha com PSC, PSL e PTB que, com muita dificuldade, elegerão um vereador. A outra chapinha com PDT, PSDC, PP e PPL permaneceu inalterada. Deve fazer dois vereadores e tem como principais nomes são Jason Neto (PDT), Sargento Vieira (PDT), Sargento Edgard (PPL) e o Pastor Cristiano Bispo (PSDC).
Nova chapa
O Solidariedade do Pastor Roberto Morais vai compor com o PR, PROS e PTC, com ele, Morito Matos (PROS) e Ademário Barreto (PTC), o “Dema”, que é irmão do deputado federal Adelson Barreto. A elege dois vereadores.
Explicação
Na edição de ontem, este colunista trouxe à tona a informação que o Ministério Público Estadual poderia instaurar um procedimento para investigar os contratos celebrados por uma empresa de comunicação e duas grandes secretarias do Estado. Falou-se aqui em suspeita de superfaturamento. Em momento algum este colunista confirmou que o empresário ou algum agente público tivesse cometido qualquer crime.
Livre exercício
É importante ressaltar que a abertura de um procedimento é apenas uma investigação. Não está se acusando ninguém. Quem vai analisar e tirar suas conclusões é o MPE. Talvez sequer ele ache necessário. Estamos falando de recursos públicos e este jornalista apenas teve o interesse de cobrar e fiscalizar o ente público, como sempre fez, sem cometer leviandades. É o livre exercício do jornalismo.
Não autoriza
Toda informação, a partir do momento em que ela é veiculada ou publicada, ela passa a ser de domínio público. Este colunista viu sua coluna ser compartilhada de forma insistente nas redes sociais ontem. A propagação é legal e autorizada sempre, desde que a integridade do que é publicado seja respeitada. Não há autorização para que se divulgue a coluna distorcendo os fatos. E, diferente do que fora veiculado, este colunista apenas deu a informação na coluna e não é o autor da denúncia.
Nada pessoal
Por fim, este colunista esclarece publicamente não ter nenhum problema de ordem profissional ou pessoal com a empresa de comunicação em questão e, muito menos, com os gestores públicos que se sentirem ofendidos. Este espaço sempre foi democrático e jamais furtará o direito de outro lado se manifestar e expor suas contestações.
Lagarto
No município de Lagarto, o presidente estadual do PT, Rogério Carvalho, não vai seguir o governador Jackson Barreto (PMDB). Ele decidiu apoiar Valmir Monteiro (PSC) para prefeito e Hilda Ribeiro (PRP) para vice. “A cidade precisa de gente esclarecida para governa-la. Hoje ela é gerida por uma pessoa incapaz de dialogar. Receberam quase R$ 200 milhões do governo federal para obras de saneamento e ainda votaram contra a presidente Dilma Rousseff (PT)”. Para bom entendedor…
Rogério Carvalho
Em seu discurso, para declarar o apoio a Valmir, Rogério Carvalho soltou essa: “Lagarto não é mais uma cidade de 20 a 30 anos atrás onde as pessoas governavam com chicote, com rispidez. Hoje é uma cidade universitária, um polo regional de Saúde”.
Juquinha
Rogério explicou que, em 2006, pediu votos em Lagarto ao lado do amigo Juquinha (PT), que dois anos depois o levou para o palanque de Valmir, que findou sendo eleito prefeito. “Continuo amigo de Juquinha e de Valmir. Em 2010 tive 11 mil votos para deputado federal no município e em 2012 estive com Valmir do mesmo jeito. Em 2014 estávamos em lados opostos no governo, mas ainda assim tive o apoio dele. Agora eu não poderia fazer diferente. Por isso entendi que meu lugar em Lagarto continuará sendo ao lado de Valmir”.
Oposição
O Grupo Saramandaia lançou o jovem Jerônimo Reis Neto (PMDB), o “Jerominho”, que terá como candidato a vice, Cosme da Colônia 13 (PRB); já o Cabó Zé decidiu lançar o filho Rosendo Ribeiro (PEN) e o vice será Ricardo Souza.
Estância
Com grande festa foi lançada a pré-candidatura do deputado estadual Gilson Andrade (PTC) a prefeito de Estância. Lhe acompanha na chapa como vice-prefeita Adriana Leite (PRB). O evento foi realizado na Câmara Municipal de Vereadores e a coligação é formada por 18 partidos. O senador Eduardo Amorim (PSC), o deputado federal Laércio Oliveira (SDD) e o prefeito de Itabaiana, Valmir de Francisquinho (PR), estavam acompanhando a solenidade.
Oposição
Por sua vez, o prefeito Carlos Magno (PCdoB) vai para a reeleição com um novo candidato a vice: Dr. Humberto Ralin (PSB) que substitui Filadelfo Alexandre (PMDB). O PT fechou questão em torno da reeleição do gestor. Não há confirmação ainda se Márcio Souza (PSOL) e Titó (PPL) também vão disputar a eleição.
Alô SSP!
Semana passada, um advogado foi alvo de um atentado em Aracaju, quando saia a noite de seu escritório, na Avenida Barão de Maruim. Foram disparados 10 tiros e a vítima foi ferida no braço. Assim como ele, vários profissionais são ameaçados diariamente por conta do crescimento da violência em nossas cidades.
Privilégio
Talvez por ser um advogado ou pelo caso ter ganhado repercussão nas redes sociais e junto à opinião Pública, a Secretaria de Segurança Pública estabeleceu que, por 24 horas, a Polícia Militar fizesse a vigilância, por 24 horas, na casa da vítima. Talvez também para tentar acalmar a OAB/SE que tem reclamado da violência. Infelizmente a OAB não pode defender a todos. Naquele dia, carros da PM foram deslocados, retirados das ruas, deixaram de prestar segurança ao coletivo, para ficarem de prontidão e atender ao advogado. Que coisa, não?
CRÍTICAS E SUGESTÕES
