Grupo de Trabalho também foi instituído com finalidade de analisar e propor alterações nos critérios de governança do FI-FGTS
Em reunião extraordinária presidida pelo ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, o Conselho Curador do FGTS aprovou, nesta terça-feira (30), o relatório de gestão do Fundo de Investimento (FI-FGTS) do ano de 2015. O documento será enviado ao Tribunal de Contas da União (TCU).
O relatório apresentado pela Caixa Econômica Federal, que administra o Fundo de Investimento, demonstra que o FI-FGTS teve rentabilidade líquida de -3,03% no ano, porém, a rentabilidade acumulada desde sua implantação em 2008 alcançou 53,20%, superando a rentabilidade mínima exigida de aproximadamente 19,49% no período.
Até o final de 2015, o FGTS atingiu um Patrimônio Líquido – que é o resultado contábil caso o FGTS tivesse de pagar hoje todas as suas contas vinculadas – de R$ 30,9 bilhões, integralizando desse valor R$ 22,8 bilhões em novas cotas do FI-FGTS. A rentabilidade negativa de -3,03, segundo a Caixa, “foi ocasionada principalmente pelas reduções de valor recuperável de ativos de empresas que receberam recursos do FI-FGTS e apresentaram dificuldades financeiras no ano”.
Na reunião, o ministro apresentou aos conselheiros a proposta de criação de um Grupo de Trabalho que vai ter a finalidade de analisar e propor, caso julgue necessário, alterações nos critérios de governança do FI-FGTS. “Aprovado hoje pelo Conselho o Grupo vai sugerir, desde setores prioritários até o direcionamento dos recursos do Fundo de Investimento”, ressaltou o secretário-executivo do FGTS, Bolivar Tarrago Moura Neto, ressaltando que os trabalhos do GT serão concluídos até dezembro desse ano.
Os componentes serão indicados por órgãos e entidades que compõe o conselho do FGTS, além de representantes do ministério da Indústria e Comércio e dos Transportes.
Fundo de Investimento – Criado pela Lei nº 11.491, de 20 de junho de 2007, o Fundo de Investimento do FGTS (FI-FGTS) recebe recursos até o limite de 80% do patrimônio líquido do FGTS registrado em 31 de dezembro do ano anterior àquele em que se der a autorização para a integralização de cotas. O FI-FGTS tem por objetivo proporcionar a valorização das cotas por meio da aplicação de seus recursos na construção, reforma, ampliação ou implantação de empreendimentos de infraestrutura em rodovias, portos, hidrovias, ferrovias, aeroportos, energia e saneamento.
Administrado pela Caixa Econômica Federal, o FI-FGTS conta com um Comitê de Investimento composto por representações do Governo Federal, dos Trabalhadores e dos Empregadores que definem em quais obras serão aplicados os recursos do Fundo de Investimento.
Assessoria de Imprensa Ministério do Trabalho
