A emissora de radio 103 FM foi invadida na noite deste sábado (10) por marginais que levaram pertences de funcionários, como celulares e dinheiro, além de quebrar aparelhos da emissora. Segundo as primeiras informações, os bandidos renderam o vigilante, tomaram-lhe o revólver e penetraram na emissora, causando pânico aos poucos servidores que trabalhavam no plantão do sábado.
A radialista Iucena Santos, que fazia o programa do horário, manteve a rádio funcionando e, através do celular, enviou audios para os grupos da internet pedindo socorro e denunciando a invasão da emissora. Iucema, do estúdio, deixou a música no ar e chorando pedia: ‘pelo amor de Deus, gente! Por favor! Por favor! Alguém está ouvindo aí gente? Por favor Polícia! Polícia por favor! Levaram tudo da gente… Eles estão vindo para cá [provavelmente o estúdio]! Por favor gente, eles estão aqui dentro da rádio.” E continua: “eles levaram ttudo da gente! Quebraram tudo! Não sei se eles estão aqui dentro ainda.”
Iucema fez um apelo de socorro à população, com muita coragem e medo, porque estava praticamente refém dos invasores da emissora e praticamente sem segurança.
O assalto repercutiu nos meios de comunicação e a maioria culpa a falta de policiamento na cidade, além da ousadia de marginais em invadirem uma emissora de rádio, como a 103 FM, e outras que passam a ficar vulneráveis aos bandidos.
Opiniões – A radialista Magna Santana, indignada, postou nos grupos: “uma coisa é certa: estamos reféns e somos (população) usados como moeda de barganha. Pela Polícia e por bandidos: ‘se não atenderem às nossas reivindicações não tem Polícia’. E direto da penitenciária: ‘se não atenderem as nossas reivindicações nós vamos tocar o terror”.
O jornalista Elton Coêlho diz que “infelizmente estamos todos sujeitos a esse modo operante que circunda o Brasil… o roubo imediatista, sem precedente e articulado. Acompanho isso nas escolas, sem ter que ser a violência nas escolas, mais sim nas ruas”.
“Agora, quando se dá brecha ao bandido, como é o caso da má vontade de alguns para o Governo, e para com a sociedade, eles aproveitam e aterrorizam”, conclui Elton.
Já o radialista Ferreira Filho disse que “a banca de informação desses grupos criminosos são bem articuladas, por isso acho, sem ser absoluto, que notícias desse gênero são prioridades no planejamento deles”.
Ferreira Explica, “tipo: enquanto durar a crise, ampliam-se as ações”.
