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Aracaju, 30 de maio de 2026

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SUICÍDIO: MUNICÍPIOS ACOMPANHAM WEB SOBRE PREVENÇÃO

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Motivada pelo ‘Setembro Amarelo’, campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio, a transmissão da ‘Tele-Educação’ abordou dados relativos ao suicídio no Brasil e no mundo

Profissionais ligados à atenção básica de 22 municípios sergipanos acompanharam, na manhã desta quinta-feira, 29, a transmissão em tempo real da Tele-Educação sobre prevenção do suicídio. As web palestras foram promovidas pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Fundação Estadual de Saúde (Funesa), que gerencia o Núcleo de Telessaúde no Estado, e a Universidade Federal de Sergipe (UFS). Mediados pela coordenadora estadual de atenção psicossocial, Sony Regina Petris, os psicólogos Glaudenilson Silva e Pedro Alves Paz e a psiquiatra e psincanalista Ana Rita Menezes da Silva Pineyro apresentaram, diretamente da Funesa, o tema às unidades de saúde.

Motivada pelo ‘Setembro Amarelo’, campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio, a transmissão da ‘Tele-Educação’ abordou dados relativos ao suicídio no Brasil e no mundo, formas de prevenção e falou diretamente para os demais profissionais que compõem as equipes de Saúde da Família em Sergipe.

Quem abriu a rodada de palestras foi a psiquiatra e psicanalista Ana Rita, que expôs os crescentes números de casos de suicídios no Brasil. Os dados revelam que 17% dos brasileiros, em algum momento, pensaram seriamente em dar um fim à própria vida. Destes, 5% chegaram a elaborar um plano para isso, sendo que 3% tentaram o suicídio e 1% se suicidou. “O Brasil ocupa a oitava colocação mundial em relação à taxa de mortes por suicídio entre os jovens, perdendo apenas para os acidentes de trânsito”, ilustrou.

Ana Rita destacou também a necessidade de disseminar ainda mais informações sobre o tema, principalmente entre os que trabalham na área da saúde. “É importante abrir espaço para a discussão para que possamos construir e pensarmos juntos. É uma “troca do pensar” e da experiência”, comentou.

Tabus

Os mitos e tabus sobre o suicídio também foram levados à transmissão do ‘Tele-Educação’ pelos palestrantes. De acordo com a psiquiatra, existe muita vergonha em falar de suicídio na família. Falar sempre é a melhor solução. Se não fala, não significa que não exista (o risco de suicídio).

Por isso, segundo ela, é sempre bom ficar atento aos fatores de risco como: tentativa anterior de suicídio, sofrimento mental não tratado ou mal tratado, além de se evitar falar frases de valor para as pessoas que apresentam comportamento suicida.

Sinais de alerta

Os sinais de alerta não se apresentam somente na forma verbal, que, na maioria das vezes, não são claros, como explicou o psicólogo clínico com atuação em psicologia social, Pedro Paz. “Os sinais podem aparecer de diversas formas. Muitas vezes o paciente chega com um sentimento que não consegue demonstrar, mas a desesperança é visível”, pontuou.

De acordo com ele, além da desesperança, o desespero, o desamparo e a depressão formam juntas os 4Ds. “Também o forte sentimento de culpa faz com que a pessoa se sinta impotente. Nós temos que estar muito atentos, porque os sinais podem ser um pedido de socorro”, alertou.

Falando em suicídio

Em sua fala durante a web palestra, o psicólogo e apoiador institucional da Coordenação Estadual da Atenção Psicossocial da SES, Glaudenilson Silva lembrou que a discussão sobre o suicídio não é tão recente assim. Ele recorreu à antiguidade para dizer que a Filosofia já abordava o debate sobre o direito do indivíduo tirar ou não sua própria vida. “Temos que ter cuidado com essa leitura para que ela não se torne permissiva”, disse, pontuando a intervenção como forma de valorização da vida.

De acordo com Glaudenilson, o suicídio é um problema de saúde pública. Por isso mesmo que, segundo o psicólogo, o Ministério da Saúde desde 2006, venha promovendo campanhas de prevenção do suicídio no Brasil.

Ao fim das web palestras, os espectadores enviaram perguntas aos três especialistas. Além do Conselho Estadual de Saúde, participaram os municípios de Arauá, Areia Branca, Canhoba, Divina Pastora, Estância, Indiaroba, Itaporanga D’Ajuda, Nossa Senhora da Glória, Nossa Senhora das Dores, Nossa Senhora do Socorro, Pacatuba, Pirambu, Rosário do Catete, Salgado, Santa Luzia do Itanhy, Santana de São Francisco, Santo Amaro, Canindé do São Francisco, Simão Dias, Siriri, Tobias Barreto e Tomar do Geru.

Para quem não teve acesso ao vivo à transmissão do ‘Tele-Educação’ nesta quinta-feira, o ‘Telessaúde Sergipe’ disponibiliza o link para que as web palestras possam ser assistidas a qualquer momento. Quem tiver interesse, basta enviar um e-mail para [email protected] solicitando o link.

Telessaúde

O Telessaúde é uma ação nacional que busca melhorar a qualidade dos serviços prestados no Sistema Único de Saúde (SUS), promovendo a educação permanente para as Equipes de Saúde da Família (ESF), por meio das ferramentas de tecnologias da informação, em que os profissionais podem tirar suas dúvidas e terem o apoio na qualificação do cuidado, reduzindo encaminhamentos desnecessários e custos para outros níveis de atenção em saúde.

Em Sergipe, o núcleo teve início em 2013 e, atualmente, conta com 148 pontos de conectividade implantados e disponíveis para uso em 70 municípios do Estado de Sergipe.

O núcleo é composto por Teleconsultores (enfermeiros, médicos e odontólogos), telerregulador (médico), monitores de campo, gestores, técnicos de informática e assistentes administrativos, que estão disponíveis para apoiar, orientar e fortalecer o uso da ferramenta ‘Telessaúde’, auxiliando na discussão do processo de trabalho, na promoção à saúde e, consequentemente, na melhoria do cuidado e dos indicadores de saúde.

Fonte ASN

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