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Aracaju, 30 de maio de 2026

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Valadares iniciou o “toque de recolher” no Governo de JB! Depois do PT, PSB agora também reprova comportamento do governador!

Repercutiu como uma “bomba” a entrevista concedida pelo senador Antônio Carlos Valadares (PSB) ao jornalista André Barros, na Liberdade FM, na última sexta-feira (29). Certamente será um dos assuntos mais comentados ao longo desta semana que se inicia. Em síntese, o líder do PSB sergipano surpreendeu ao pregar a saída de seu partido da base aliada do governo de Jackson Barreto (PMDB). O senador, inclusive, disse que a pré-candidatura do deputado federal Valadares Filho (PSB) a prefeito da capital não depende do apoio do governador para se consolidar. Nos bastidores, inclusive, já se fala em uma audiência de Valadares Filho com JB quando será oficializado o “desembarque” da administração.

E assim, Jackson Barreto vai ficando isolado, vai perdendo apoios e a sua governabilidade começa a entrar em risco. Com o voto do deputado federal Fábio Reis (PMDB), que é muito do governador, a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), a deputada estadual Ana Lúcia (PT) logo se manifestou e defendeu abertamente que o Partido dos Trabalhadores não faça composição com o PMDB visando as eleições municipais deste ano. Logo, setores do PT ventilaram a possibilidade de o partido apoiar a pré-candidatura de Edvaldo Nogueira (PCdoB) para prefeito de Aracaju. Nesse domingo, Edvaldo e Eliane Aquino – cotada para compor a chapa do PMDB – participaram de um ato juntos no Conjunto Augusto Franco, em homenagem ao Dia dos Trabalhadores.

Nesse intervalo, Jackson Barreto e o PMDB promoveram uma plenária, com um auditório cheio, para o lançamento da pré-candidatura de Zezinho Sobral (PMDB) a prefeito de Aracaju. O próprio governador se incumbiu de telefonar e convocar aliados para se fazerem presentes na reunião. A presença de Eliane Aquino no encontro, para Politizando, é desconhecida. Telefonemas de JB que visivelmente irritaram o deputado federal Fábio Mitidieri (PSD), que é aliado de primeira hora do governador, que até entende a presença dele no ato, mas questionou a convocação de militantes pelo chefe do agrupamento. Entendeu que JB estava decidido sobre qual candidatura apoiar na capital.

O problema da candidatura de Zezinho Sobral é que, se ela vingar, automaticamente fragiliza o projeto de Edvaldo Nogueira, que não tem muita opção de alianças e também atrapalha Valadares Filho. Este último bem menos, diga-se de passagem, até porque muitos dão como certa uma aproximação do senador Eduardo Amorim (PSC) em caso de rompimento político com o governador. Aliança esta que não é vista com bons olhos por Fábio Mitidieri que condiciona a relação com os demais partidos da base governista para poder manter o apoio ao pré-candidato do PSB. Valadares também conta com os apoios do PDT e do PRB. Tem conversado neste sentido. PRB que, assim como os socialistas, também poderá deixar a base do governo JB.

Mas voltando a entrevista, Valadares “botou para fora” tudo o que parecia engasgado nos últimos tempos. O senador disse que Jackson Barreto trabalha em prol do partido dele, enquanto Marcelo Déda (in memoriam) trabalhava pelo conjunto, pelo coletivo. “Déda dizia que o tripé do agrupamento era ele, eu e JB. Que a gente não podia ficar desunido. Jackson é uma liderança que tem um perfil diferente. Ele é o governador e acha que é o líder e que todos devem atendê-lo. Eu não tenho nada contra ele”. Na oportunidade, Valadares também lembra de um episódio em 2010, quando, segundo ele, JB teria articulado para desgastá-lo junto a Déda. “Mostrei a Déda o que Jackson estava fazendo. Dizia que eu estava na ‘boca do lobo’, que Amorim seria o ‘cavalo de troia’ do nosso governo”.

Em síntese, Politizando lembra que, recentemente, Valadares já havia entrado em conflito com o vice-governador Belivaldo Chagas em uma entrevista de rádio, no interior do Estado. Valadares tem o perfil de liderança e aconselhou seu PSB a deixar, o quanto antes, a base do governo JB. Saída que pode configurar na desfiliação de Belivaldo do PSB e que poderá soar como um gesto corajoso do grupo que almeja conquistar a Prefeitura de Aracaju. Depois do que fora dito pelo senador a respeito do governador, é muito complicado manter uma relação estável entre ambos. Foi dado o “toque de recolher”. Com PT e PCdoB de um lado e o PSB tomando outro rumo, o PMDB fica praticamente isolado. Resta saber até quando…

 

Veja essa!

Na entrevista a André Barros, Valadares disse que em 2010 havia tido um encontro com o empresário e líder político, Edivan Amorim. “Fui conversar com ele para pedir o apoio dos deputados ao governo, que dessem crédito ao governador e a resposta foi positiva. Os próprios deputados foram chegando e sinalizaram neste sentido. E no dia seguinte estava em todos os jornais que eu tinha participado de um encontro com Amorim, insinuando que era um possível entendimento político”.

 

E essa!

“Mostrei a Déda o que Jackson estava fazendo. Dizia que eu estava na ‘boca do lobo’, que Amorim seria o ‘cavalo de troia’ do nosso governo. Eu não fui atrás de Amorim por política, mas para pedir para o governo. Eu achei aquilo tudo um absurdo! Aí quando eu chego em uma reunião para definir as candidaturas, lá aparece Jackson e Amorim, o cavalo de tróia! Resultado: Jackson foi candidato a vice e Amorim a senador e nós do PSB perdemos a vaga de vice-governador. Foi decidido goela a baixo”, completou o senador do PSB.

 

Zezinho Sobral I

Sobre o lançamento da pré-candidatura de Zezinho Sobral por JB, Valadares disse que “quem conhece Jackson, como eu conheço, ele não fez nada daquilo que eu não esperasse. Basta você ir ao interior. Onde tem PMDB, tem o dedo do governador. Eu não sei porque ele faz esse contorcionismo todo aqui em Aracaju para não assumir o apoio logo a Zezinho Sobral. Ele vai assumir lá na frente! Isso é para depois dizer aos outros pré-candidatos o dele subiu nas pesquisas e todos terão que apoiá-lo. É uma movimentação para convencer criança. Valadares Filho, Fábio Mitidieri e nem eu somos crianças”.

 

Zezinho Sobral II

Em seguida, Valadares explicou que Jackson Barreto tem todo o direito de ter um candidato próprio a prefeito de Aracaju até pelo fato de ser o governador do Estado e de sempre ter sido uma liderança na capital. “Quase perdeu essa liderança quando apoiou Albano Franco em 1998. Aí ele foi lá embaixo. Isso o PMDB não fala! Depois eu e Déda o recebemos de volta, ele foi deputado federal, vice-governador e depois governador. E nós votamos com ele”.

 

2014

“Houve aquele episódio do 2º turno (em 2014, Valadares apoiou Aécio Neves para a presidência da República) e ele foi ao meu gabinete, foi bem recebido e sempre me tratou com respeito. Já nos falamos com educação e cordialidade. Não guardo mágoas dele. Mas eu fui o único, por conhecê-lo, a defender que o PSB não deveria ter participado do governo de Jackson Barreto. Inclusive, no dia em que Luciano (Pimentel), Valadares Filho e Elbinho (Batalha) foram conversar sobre participação, eu fui contra e manifestei isso através do whatsapp. Apóiem, mas não participem porque eu sei o que vem por aí”, completou o senador.

 

De saída

Por fim, Valadares disse que se Valadares Filho deixar o governo, logo virá a tona o rompimento. “O vice-governador foi convidado por Jackson Barreto para ser o chefe da Casa Civil, e eu disse que ele não deveria aceitar. Ele disse que JB o anunciou em uma entrevista coletiva e ele não tinha como recusar. Mas eu respeito. Só acho que o PSB poderia ter apoiado o governo sem pedir nada e agora deve deixar esse governo o mais rápido que puder para que na campanha não fique esperando. Como se a candidatura (de Valadares Filho) só pudesse existir se tivesse o apoio desse ou daquele companheiro de luta”.

 

Sem romper

“Não se trata de rompimento. Acho que Valadares Filho tem que ir até ele, elegantemente, e agradecer a cordialidade que sempre teve. E dizer que no amanhã, quem sabe. Acho que todas as alianças são possíveis. Não se deve inventar apoios. Amorim era o cavalo de tróia e depois JB foi o coordenador da campanha dele. Eu não sei se Amorim quer e eu também não sei se quero. Vamos fazer uma pesquisa qualitativa para ver se isso é bom para os dois”, encerrou o senador.

 

Fábio Mitidieri I

Quem também foi ouvido por André Barros, foi o deputado federal Fábio Mitidieri (PSD). Ele vetou alianças de Valadares Filho com o Grupo Amorim e com o prefeito de Aracaju, João Alves Filho. Mitidieri explicou que não tem nada contra o pré-candidato do governador Jackson Barreto.

 

Fábio Mitidieri II

“Zezinho tem todo o direito de fazer sua plenária. Agora o governador disse que a partir de Maio conversaria sobre a eleição municipal, mas Maio chegou muito cedo! Ir para o evento, JB poderia ter ido sim. Só não concordo que ele ficasse ligando e convocando as pessoas para participarem. Aí ele passou a tomar uma posição. Sou aliado do governador, mas acho que isso não se resolve assim”.

 

PDT e PRB

O deputado federal disse que todo mundo pode buscar seus espaços, inclusive os partidos dentro do agrupamento do governador. “Tem partidos como o PDT e o PRB que têm manifestado o desejo de caminhar com Valadares Filho. Eu torço por Edvaldo Nogueira (PCdoB), fui secretário dele, mas eu optei por um jovem com quem tenho afinidade de ideias e vou em engajar na candidatura de Valadares. Com a condição da gente não caminhar com a oposição. Ai eu terei dificuldade”.

 

Sem acordo

Fábio Mitidieri procurou explicar seu posicionamento contrário à aliança com a oposição. “Eu fico criticando João Alves todo dia e depois vou querer o apoio dele? Eu não queria! É evidente que uma candidatura do agrupamento poderá trilhar com a oposição, mas isso só vai acontecer se Jackson Barreto não souber conduzir a coisa. Acho que João Alves não faz uma boa administração e uma aproximação poderia ser ruim para a nossa candidatura”.

 

Amorim

“Eu votei em Eduardo Amorim para senador. Quando do rompimento dele com o governo, eu fiquei com Marcelo Deda (in memoriam). Eu mantenho o respeito e o carinho por ele, mas politicamente estamos em lados opostos. Eu apoiei o governador Jackson Barreto. Sou do agrupamento e até agora não consigo buscar apoios fora do nosso arco de alianças. Acredito que vamos consolidar o nome de Valadares Filho em breve e no segundo turno poderemos somar ainda mais e dentro do mesmo projeto”, acrescentou Mitidieri.

 

Bomba!

Falando no senador, Politizando tomou conhecimento que o senador Eduardo Amorim esteve reunido com o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB/SP), em uma demorada e proveitosa conversa. Amorim faz sigilo absoluto sobre o que fora tratado nesse encontro. Há quem aposte que seja sobre a sucessão municipal em Aracaju.

 

Exclusiva!

O Tenente da Polícia Militar de Sergipe, Alexsandro Lino, ingressou com um recurso junto ao Poder Judiciário para que o Comando da PMA lhe promova ao posto de Capitão, graças a abertura de 14 vagas. O pedido foi apreciado e aprovado pelo Juiz José Anselmo de Oliveira. Se a Procuradoria Geral do Estado não recorrer, ele será beneficiado.

 

Reconhecimento

Alexsandro Lino reconheceu o empenho do deputado estadual Luciano Pimentel (PSB) que, através de uma indicação, conseguirá beneficiar milhares de policiais e bombeiros militares. “Parabenizo e destaco a forma tranquila, serena e equilibrada do deputado. Ele é o ex-secretário Elber Batalha, que estão de parabéns e trataram a todos de uma forma harmoniosa, ajudando a engrandecer as instituições”.

 

Marco histórico

Segundo Alexandro Lino “será um marco histórico para a Polícia Militar em 181 anos com a aprovação da presunção de inocência. O Secretário e o Superintendente da SSP são favoráveis não apenas para a PM, mas também para a Polícia Militar e Bombeiros Militares. Eu não tenho dúvidas que o governador irá aprovar e sancionar este projeto, após uma reunião com o deputado Luciano Pimentel”.

 

CRÍTICAS E SUGESTÕES

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