DIÓGENES BRAYNER – [email protected]
O País espera a poeira baixar depois das gravações feitas por diretores da JBS, que atingiram mortalmente o presidente Temer (PMDB), os ex-presidentes Lula da Silva e Dilma Rousseff, o senador Aécio Neves (PSDB) e outros menos votados. A crise não dá para se perpetuar. Tem-se que fazer de tudo para se encontrar um final não tão infeliz.
Em Brasília, a base aliada do Governo admite que a economia dá sinais de reação, com a redução de juros, da inflação e gradativamente da recessão. Os empresários também enxergam assim. A maioria dá total apoio ao presidente e torce que ele continue à frente do País até as eleições do próximo ano.
Para os aliados do Planalto a permanência de Temer é menos traumática do que sua saída via impeachment ou decisão do TSE, que julga a nulidade da chapa Dilma/Temer. A sociedade não vê mais condições do presidente continuar, em razão de ter sido pego com a “boca na botija”. Seus adversários, embora estejam atolados até o pescoço, pedem eleições diretas e acreditam numa eleição do ex-presidente Lula.
Seria o imoral substituindo o indecente…
Mas, enquanto isso não chega a uma solução que sirva a todos, os governadores dos Estados temem dificuldades nos caixas. Nesta situação de emergência, mobilização e indignação, não há como salvar unidades federativas que amargam queda na arrecadação, redução do Fundo de Participação Estadual (FPE) e absoluto desinteresse do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, que tem cabeça voltada exclusivamente a cuidar dos banqueiros e das grandes empresas.
Os governadores estão aflitos. Têm margem para empréstimos internos e externos, além da repatriação já recebida e não repassada. De junho a setembro a situação é difícil na arrecadação e, sobre isso, vem as exigências das diversas classes funcionais em busca de aumento salarial. É preciso que Temer, ou quem venha substituí-lo, salve os Estados que não suportam mais um ano de tanto aperto.
PREFEITO E OS SALÁRIOS
O prefeito Edvaldo Nogueira (PCdoB) diz que entre o Forró-Caju e continuar pagando os salários em dia, “prefiro continuar pagando os servidores em dia”.
Já setores da oposição preferem o Forró-Caju.
TENTA PATROCÍNIO
Edvaldo Nogueira conversou ontem com o presidente da Caixa, Gilberto Occhi, para tentar patrocínio e realizar o festejo junino na Capital.
Houve boa sinalização, mas não bateu o martelo.
SÓ COM RECURSOS
Edvaldo só vai decidir sobre a realização do Forró-Caju caso os recursos da emenda federal estejam garantidos, com dinheiro na conta da Prefeitura.
Tudo indica que os festejos ficarão só na lembrança.
CHANCE COM ANDRÉ
Edvaldo Nogueira esteve ontem em Brasília e conversou com o deputado André Moura sobre recursos para Aracaju e viu uma luz no final do túnel;
– André está empenhado em conseguir verba para o Forró-Caju, disse.
ANDRÉ VÊ MELHORAS
O líder do Governo no Congresso, André Moura (PSC), acha que a crise está sob controle e há sinais de que Temer readquire a confiança no Congresso.
Pelo menos entre os empresários ele está bem.
CONVERSAS REDUZIDAS
O secretário de Governo, Benedito Figueiredo (PMDB), admite que em Sergipe reduziu-se muito a conversa de bastidores para as eleições majoritárias.
Os nomes continuam os mesmos, mas com maior prudência.
HOUVE UMA PARADEIRA
Benedito acha que realmente há uma paradeira em relação ao pleito de 2018, mas reconhece que houve uma precipitação, mesmo que não se tenha regras definidas.
– Apesar da crise, o Brasil continua trabalhando, sinal que não foi contaminado.
APENAS DIFICULDADES
O que Benedito diz é verdade. O que mais se discute hoje nas rodas políticas são as dificuldades de campanha em 2018. Não terá muito suporte financeiro.
Quem vai operacionalizar as campanhas?
TOQUE DE FALSIDADE
Parte significativa do eleitorado é extremamente complicada e vulnerável à venda do voto. É falsa também e vende a consciência a qualquer preço.
Mas é o primeiro a criticar o corrupto que ele fabrica.
NÃO ESTÁ TÃO CALMO
A notícia é de fonte mais sincera do que o prefeito Valmir de Francisquinho, de Itabaiana: ele e os irmãos José Teles e Maria Mendonça estão “bem arranhados”.
Mas acrescenta: “podem estar separados e ao mesmo tempo juntos”.
SUCESSÃO DE VALMIR
Em Itabaiana, o pessoal começa a falar sobre a sucessão de Valmir de Francisquinho. Ele sinaliza para seu secretário da Administração, Adeilto Souza.
Mais o candidato de Maria Mendonça é ela mesma.
COM O FILHO TALYSSON
A fonte de Itabaiana garante que o filho de Valmir de Francisquinho, Talysson Costa, será candidato a deputado em 2018. Não sabe se será a estadual ou federal.
– Talysson sairá eleito na região, disse.
FESTA DO CAMINHONEIRO
Começa sábado e vai até o dia 13 de junho a Festa do Caminhoneiro em Itabaiana. Bandas e artistas famosos farão show todos os dias.
Todas as bandas e artistas já receberam 50% dos cachês.
APENAS UM DESABAFO
Um atento empresário de Sergipe disse ontem que, se fosse um pouco mais novo, iria morar em outro País: “como está o Brasil é difícil manter empresa aberta”.
– Ser empresário está muito difícil no País.
CRISES QUASE ETERNAS
O mesmo empresário disse que o País vive em crise a cada oito ou dez anos, sempre que há mudança de Governo. “E elas demoram muito para serem estabilizadas”.
– Todos os paises passam por crises, mas não por tanto tempo.
PT VÊ BOAS CHANCES
O Partido dos Trabalhadores em Sergipe vê chances reais de ter um nome na chapa majoritária do próximo ano. E as apostas são para Rogério Carvalho.
O partido sabe que sozinho não elege ninguém e precisa fortalecer o grupo.
SÓ TEM UM PROBLEMA
O maior problema do PT são alguns dos seus integrantes. A Articulação à Esquerda não aceita manter a composição com o PMDB de Jackson Barreto.
Sem isso, entretanto, o PT não tem chances.
MONTANDO A REDE
O delegado Alessandro Vieira disse ontem que a REDE Sustentabilidade está elaborando o seu projeto político para depois discuti-lo com clareza.
Só depois de concluído é que o partido tratará de candidaturas.
Notas
Imprensa cômica – Sargento Edgard Menezes acha que a imprensa às vezes é cômica. Radio e TV, quando vão entrevistar uma autoridade da segurança pública, já começa elogiando o trabalho. Então passa para os ouvintes a sensação de segurança, afinal são formadoras de opinião, na ausência da autoridade mostra os fatos.
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Morder e assoprar – O modelo de segurança pública do Brasil é falido. Não existe no mundo inteiro duas policias estaduais, cada uma fazendo a metade do trabalho. O sargento sugere que façam uma matéria completa, investiguem, ouçam outros agentes de segurança e busquem a verdade. Morder e assoprar é que não é correto.
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Renan continua líder – Senador Renan Calheiros continua líder do PMDB no Senado. A bancada do partido tomou a decisão ontem após quase três horas de reunião. Segundo o senador Raimundo Lira (PMDB-PB), houve acordo para que os vice-líderes do façam defesa das propostas do governo quando Renan tiver opinião contrária.
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Quebra de decoro – Plenário do Senado aprovou ontem os senadores que irão compor o Conselho de Ética nos próximos dois anos. Entre os nomes que irão analisar processos por quebra de decoro parlamentar, por exemplo, estão alguns investigados na Operação Lava-Jato, como Romero Jucá (PMDB) e Jader Barbalho.
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Políticas ideológicas – Participantes de audiência pública divergiram, ontem, na Câmara, quanto à inclusão, na Lei Antiterrorismo de ações motivadas por questões políticas ou ideológicas, O tema, previsto no Projeto de Lei 5065/16, foi debatido pela Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado.
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Sem chance de reversão – O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, ontem, que não vê chances de reversão da política econômica implementada pelo governo atual. “Não vemos hoje, no país, condições ou pessoas que estejam propondo uma reversão destas medidas [reformas e reequilíbrio econômico]”, deixou claro o ministro.
Conversando
Justiça reafirma – Deputada Ana Lúcia (PT) diz que Justiça reafirma que o governo do Estado deve atualizar valor do piso respeitando a carreira.
Plena campanha – Capitão Samuel trabalha muito para conquista de votos. Está em plena campanha. Já começa a pensar em federal.
Comida estragada – Em Palmares, interior de Pernambuco, Palmares: moradores brigam por comida estragada pela lama após enchente.
Guerra Fiscal – Bertoni diz que Guerra fiscal é instrumento neoliberal criado para que estados se matem tentando favorecer empresas privadas, em geral multinacionais.
Festas juninas – Prefeituras estão com dificuldades para a realização de festejos juninos. Mas o povo já começa a entender que é melhor o salário em dia.
Surgem problemas – Começam a surgir problemas políticos nas chapas eleitas. Em Laranjeiras, vice-prefeita Suely Alves entrega cargo de secretária de Educação.
Mas nem tanto – Segundo publica o ‘Relatório Reservado’, o ex-presidente Lula vai ao ponto: “Diretas Já”, mas nem tanto.
Carência de dívidas – Governadores discutem em Brasília a liberação de empréstimos internos ou externos, o alongamento e a carência das dívidas com o BNDES.
