No ar na trama das 9 como o Nonato, o tímido motorista de Eurico que, na verdade, é a travesti transformista Elis Miranda, Silvero Pereira não esconde o orgulho que sente de seu personagem em A Força do Querer. Nos bastidores do Encontro, entre uma selfie e outra, o ator conta um pouco mais de sua própria história de vida.
“Ela foi assistir ao meu espetáculo, o ‘BR-Trans’, durante a pesquisa da novela. A Glória foi de surpresa e sentou na primeira fila. Fiquei bem nervoso quando a vi. Ela pegou o meu contato. Me sinto honrado em poder levantar questões na TV que possam melhorar a cabeça da sociedade”.
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Silvero Pereira entre Elis Miranda e Nonato (Foto: Fotos: Fabio Rocha/Gshow, Fábio Audi e TV Globo)
Cria de teatro, o que está achando da estreia na TV?
“Estou amando e aprendendo a cada dia. A equipe inteira está sendo muito gentil comigo. E isso me faz ficar cada vez mais apaixonado por esse trabalho”.
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Silvero Pereira nos bastidores do ‘Encontro’ (Foto: Anderson Barros/Gshow)
A inspiração para fazer o Nonato/Elis Miranda veio de alguém?
“Tem várias histórias no Brasil de pessoas que não conseguem assumir sua personalidade e precisam fingir para sobreviver. Pra mim, mais do que um trabalho artístico, é de extrema responsabilidade atingir o coração das pessoas”.
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Nonato é Elis Miranda em ‘A Força do Querer’ (Foto: Fábio Rocha/Gshow)
Qual recado gostaria de dar com esse trabalho?
“É muito importante abrir a cabeça e enxergar que as pessoas podem ser diferentes”.
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O ator tira foto com a Fátima depois de participar do programa (Foto: Anderson Barros/Gshow)
Como está o assédio nas ruas?
“95% das pessoas que falam comigo nas ruas, nas redes sociais e até na parada gay me dão carinho. Olham para mim com a esperança de que dias melhores virão. Carrego uma responsabilidade não só profissional, mas social”.
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Silvero Pereira fala da importância de seu papel na trama das 9 (Foto: Fábio Audi)
Como você lida com o preconceito?
“Minha família sempre me apoiou em todas as minhas decisões. É muito importante que a gente enxergue as pessoas pela história de vida delas e pare de querer defini-las. Temos que aprender a nos desarmar. Tem coisas que machucam na alma e deixam uma cicatriz interna. Felizmente, a arte me salvou de muita coisa e me tornou uma pessoa melhor. Existe bondade no mundo”.
Fonte/Foto: globo.com
