Cultura e patologia –A mercantilização da atividade sexual de crianças e adolescentes se dá por vários fatores, sendo alguns relacionados à situação familiar. Mas também se dá por várias outras questões externas a ela, como falta de expectativa de vida, problemas financeiros, demanda de mão de obra barata e, principalmente, questões culturais.
Mesmo diante do senso comum de que “lugar de criança é na escola” ou “crescendo feliz e saudável, a partir da garantia de direitos”, Andréia Dória, psicóloga e coordenadora do Serviço de Convivência da Assistência Municipal de Aracaju, explicou que a construção social é ainda muito latente no julgamento das pessoas.
– A criança e o adolescente ainda são seres que estão muito mais suscetíveis a este tipo de abordagem do que um adulto que está em uma outra fase de desenvolvimento e tem a sua visão crítica da situação, podendo avaliar suas
decisões como de risco ou não, virando presa fácil. O prazer de pessoas que utilizam do serviço sexual de crianças e adolescentes consiste nessa prática que é naturalizada e considerada como patologia e também crime, pois se elas praticam e sentem satisfação, mesmo tendo consciência de que a atitude está errada, disse Andréia.
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