Desde 1º de setembro, estudantes e pais estão amargando as consequências da greve deflagrada pelo Sindipema. Segundo a assessora de comunicação da secretaria da Educação, Maíra Ribeiro, a negociação com o Sindipema vem acontecendo desde janeiro. Dos 19 itens da pauta de reivindicação, ela afirma que apenas o reajuste do piso não avançou, diante das dificuldades financeiras já expostas e discutidas, por meio de dados, com a Comissão de Negociação, que conta com representação do Sindipema. Todos os outros itens da pauta foram devidamente encaminhados.
Nenhum professor da rede municipal recebe abaixo do piso nacional que hoje é de R$2.298,82. O menor salário pago na rede municipal de Aracaju é de R$2.560,99, o que está sendo reivindicado é o reajuste salarial anual. Não há uma negativa de concedê-lo, a prefeitura defende o pagamento, o que se pede é que a negociação volte a acontecer em 2018. Para que milhares de estudantes não continuem sendo prejudicados, a Procuradoria Geral do Município solicitou à justiça a ilegalidade da greve.
De acordo com a secretária de Educação, Cecília Leite, a gestão trabalha baseada em responsabilidade. “Não podemos assumir um pagamento que nós temos consciência que não teremos como honrar. A Semed trabalha, em 2017, com um passivo de cerca de R$42 milhões e com um orçamento R$30 milhões menor que o de 2016. Para fazer o pagamento desse passivo precisamos de aproximados 18 meses, que são contados desde janeiro de 2017. Seria uma irresponsabilidade dizer que temos condição de pagar o reajuste e depois voltar a atrasar salário por não ter condição de honrar. Isso também é respeito ao professor. Antes, os professores viviam em instabilidade extrema, sem nem saber quando iriam receber”, frisou. Para que milhares de estudantes não continuem sendo prejudicados, a Procuradoria Geral do Município solicitou à justiça a ilegalidade da greve.
PMA
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