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Aracaju, 30 de maio de 2026

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Evento busca conscientizar para conservação da flora nativa

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Foto: Saulo Coelho


Papel dos cidadãos é fundamental na conservação

Popularizar o tema Recursos Genéticos Vegetais (RGV) junto ao público urbano e conscientizar para o seu papel na conservação das espécies nativas da flora do Nordeste. Este é o principal objetivo do ‘RGV no Parque’, que acontece no Parque Augusto Franco, conhecido popularmente como Parque da Sementeira, em Aracaju, na manhã do domingo, 8 de outubro.

Fruto de parceria entre a Embrapa, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Aracaju (Sema) e a Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb), que administra o parque, o evento é a primeira atividade da programação do 3º Simpósio da Rede de Recursos Genéticos Vegetais do Nordeste (RGV Nordeste), que acontece na capital sergipana de 8 a 11 de outubro.

A atividade é aberta ao público em geral, e escolas da capital poderão levar turmas de estudantes para participar do evento. De forma fácil e interativa, pesquisadores e agentes das organizações parceiras promoverão momentos de interação e transmissão de conceitos básicos sobre a conservação espécies nativas do Brasil, algumas desconhecidas e outras muito ligadas ao dia a dia das pessoas.

A criançada e os demais visitantes poderão aprender, de maneira lúdica e informal, a importância de plantas de interesse, como fruteiras, ornamentais, florestais, entre outras, com orientação técnica para cultivo e manutenção das espécies. Serão distribuídas mudas que podem ser plantadas, inclusive, em quintais e jardins, sensibilizando a população e compartilhando a necessidade e a responsabilidade da conservação dos recursos genéticos.

Também será realizado o plantio de árvores nativas por alunos de escolas de nível fundamental, como parte do projeto de educação ambiental desenvolvido pelo Município de Aracaju.

Para a pesquisadora da Embrapa Mandioca e Fruticultura (Cruz das Almas, BA), Fernanda Vidigal, uma das coordenadoras do evento, o cidadão urbano pode e deve ser um importante ator na conservação de espécies nativas ou de recursos genéticos importantes para a região onde vive. “É ele quem decide o que planta em sua casa, seja em vasos no seu apartamento ou em um jardim. Assim é fundamental o desenvolvimento de estratégias que possam passar ao cidadão este tipo de informação, podendo sensibiliza-lo, transformando-o em um parceiro na conservação da nossa agrobiodiversidade, mesmo em espaços urbanos”, argumenta.

Leia aqui artigo da pesquisadora Fernanda Vidigal sobre o tema

Por Saulo Coelho

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