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Aracaju, 30 de maio de 2026

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Governo irá rescindir contrato com empresa do Hospital do Câncer

Durante visita ao canteiro de obras do Hospital do Câncer, na manhã desta quarta-feira (11), o governador Jackson Barreto anunciou a rescisão do contrato com a empresa vencedora da licitação e responsável pelos serviços por conta dos atrasos na execução da obra. A ordem de serviço foi assinada em fevereiro deste ano, porém a empresa não realizou nem 4% dos serviços. De acordo com o cronograma, a obra deveria estar com 21% de execução.

O secretário de Saúde, Almeida Lima, acompanhou a visita e informou que o Estado buscará o rompimento do contrato de forma amigável e explicou as dificuldades financeiras que o Consórcio Honcose, formado pelas empresas Pórtico Construções Ltda e a WVG Construções e Infraestrutura Ltda, enfrenta no avanço da construção do Hospital.

“O governo decidiu propor uma rescisão amigável do contrato e é o que a secretaria de Saúde vai encaminhar e, alternativamente, não sendo possível, será feito uma rescisão unilateral por parte do Estado. Tudo isso porque a empresa tem se mostrado sem condições de realizar a obra por falta, inclusive, de recursos financeiros para bancar, faturar e receber, já que os recursos estão disponibilizados na caixa Econômica”, disse.

Histórico

O governador Jackson Barreto, logo quando o resultado da licitação saiu, esteve pessoalmente no Tribunal de Contas da União para avisar que uma das empresas do Consórcio vencedor está em recuperação judicial e que, muito provavelmente, não teria fôlego para tocar uma obra dessa magnitude. Não houve sensibilização por parte do TCU e os problemas começaram a acontecer logo nos primeiros meses, quando a empresa paralisou os trabalhos por falta de capital para segurar as despesas da obra enquanto aguardava para receber as faturas, as quais estão sendo liberadas no fluxo normal, já que o governo possui recursos em caixa.

Hospital do Câncer

A construção do Hospital do Câncer tem o objetivo de ampliar o atendimento oncológico no estado. São mais de R$ 126 milhões investidos no projeto, terraplanagem, prédio e equipamentos. A autorização para início das obras foi assinada em fevereiro deste ano.

O projeto prevê unidades de emergência, de fisioterapia, ambulatorial e laboratorial, centro de tecnologia para transplante de medula, dois aceleradores lineares, dois bunkers e radioterapia, braquiterapia, ressonância magnética, unidades de cintilografia e mamografia, tomógrafo e radiografia. Além de 170 leitos, sendo 120 leitos adultos, 30 infantis e mais 20 de UTI (10 adultos e 10 pediátricos).

ASN

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