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Pesquisa busca novas alternativas para o tratamento da dor oncológica

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que cerca de 15 milhões de pessoas tenham câncer em 2020, sendo a dor um das consequências mais temida pelos pacientes acometidos com esta patologia. Diante disso, a pesquisadora Profa. Dra. Adriana Gibara Guimarães vem buscando alternativas terapêutica para amenizar a dor oncológica a partir de compostos de origem natural presentes nos óleos essenciais de plantas aromáticas.

Os estudos estão em fase de desenvolvimento no Laboratório de Neurociências e Ensaios Farmacológicos (LANEF) da Universidade Federal de Sergipe (UFS), coordenado pelos Professores Dr. Lucindo José Quintans Júnior e Dra. Jullyana de Souza Siqueira Quintans. Este grupo já tem uma expertise no desenvolvimento de produtos biotecnológico para o manejo de diversas modalidades de dores crônicas, com produção expressiva de patentes e produção científica ao longo dos últimos 10 anos.

A doutora em Ciências da Saúde e colaboradora do LANEF, Profª Adriana Gibara Guimarães, explica que os compostos ainda não são utilizados no tratamento da dor do câncer, mas os resultados obtidos criam a perspectiva do desenvolvimento futuro de medicamentos.

“O nosso estudo visa verificar os efeitos desses compostos com a perspectiva de desenvolvimento de futuras opções terapêuticas para dores crônicas, como a dor oncológica. No momento, estamos realizando estudos pré-clínicos, que antecedem os estudos em humanos, para constatação inicial da eficácia e segurança destes compostos”, afirma.

Por ser um composto de origem natural, na realização de teses é esperada a baixa toxidade. Além de apresentar um menor custo. A professora Adriana Gibara detalha os principais benefícios do composto estudado. “Uma característica interessante dos monoterpenos é que eles possuem elevado potencial anti-inflamatório, analgésico, antioxidante, sendo capazes de controlar a dor oncológica por vários mecanismos diferentes.”

A pesquisadora Adriana Gibara lembra que os produtos naturais apresentam relevante importância no desenvolvimento de medicamentos ao longo da história das Ciências da Saúde. Segundo a pesquisadora, as plantas e produtos naturais, de forma geral, fornecem uma vasta gama de compostos bioativos e de estruturas diversas. Destacou ainda a potencialidade do Brasil para o desenvolvimento de fitoterápicos em virtude da sua elevada biodiversidade e a importância do financiamento de pesquisas na área de farmacologia de produtos naturais para o desenvolvimento tecnológico nacional.

PPSUS

A pesquisa é fruto do Programa de Pesquisa para o SUS (PPSUS), desenvolvimento pela Fundação de Apoio à Pesquisa e Inovação do Estado de Sergipe (Fapitec/SE). A proposta do programa é desenvolver produtos para o Sistema Único de Saúde.

Foto assessoria

Por: Adriana Freitas

 

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