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SÍFILIS É UM GRANDE PROBLEMA DE SAÚDE PÚBLICA, DIZ MÉDICO

Por: Almir Santana

21 de Outubro – Dia Nacional de Combate à Sífilis e à Sífilis Congênita. A Sífilis é um dos grandes problemas de saúde pública

Com o objetivo de dar maior visibilidade à epidemia de Sífilis que atinge o nosso país, foi instituído o terceiro sábado de outubro – Dia Nacional de Combate à Sífilis, dando destaque para o problema da sífilis congênita.

Mesmo se tratando de uma doença que tem cura e que pode ser prevenida, inúmeros casos de sífilis são registrados diariamente por todo país. Trata-se de uma das Infecções Sexualmente Transmissíveis causada pela bactéria denominada Treponema Pallidum. A evolução da doença, que pode levar até a morte, é lenta e muita vez passa imperceptível.

A sífilis pode se manifestar de várias formas, em diferentes estágios, e pode ser transmitida por relação sexual sem o preservativo, recepção de sangue infectado ou da gestante para o bebê, quando o pré-natal não é feito corretamente.

Um dos sintomas iniciais é a presença de feridas nos órgãos genitais, que desaparecem espontaneamente em alguns dias.  A doença tem três estágios, sendo o terceiro (sífilis terciária)o mais grave deles. Caso não haja o tratamento, além das lesões de pele que a pessoa pode vir a ter na sífilis secundária, ela pode evoluir para o terceiro estágio sífilis comprometendo coração e vasos sanguíneos e até lesões no sistema nervoso central.

No caso da mulher, se não tratada corretamente, quando gestante,pode vir a ter o bebê com sífilis -sífilis congênita – quando a doença passa para a criança por meio da placenta. A sífilis congênita pode causar aborto, má formação e várias alterações na criança, indicando que houve alguma falha no pré-natal.

As maiores falhas do pré-natal são: início tardio – mulheres que iniciam o pré-natal já com 4, 5 e até 8 meses de gravidez; diagnóstico tardio da gravidez – adolescentes e mulheres que às vezes estão grávidas e não sabem, confirmando a gravidez, por exemplo, no terceiro mês, iniciando tardiamente o pré-natal; o parceiro da gestante não participando do pré-natal – às vezes a gestante está com sífilis e faz o tratamento, mas o seu parceiro não aceita se tratar.

Homem também fazendo Pré-natal é a grande novidade

Uma das estratégias para reduzir a transmissão da sífilis para o bebê é a inclusão dos homens no pré-natal. A ideia é que os profissionais de saúde aproveitem o momento em que o homem está mais sensível – às vésperas de ser pai – para incentivá-lo não só a acompanhar as consultas durante os nove meses de gestação da parceira como também a fazerem uma avaliação da sua saúde, principalmente em relação às infecções sexualmente transmissíveis. Essa iniciativa parte do princípio de que o homem precisa se cuidar para cuidar da família.

Prevenção à Sífilis Congênita

A prevenção da sífilis no bebê pode ser feita com medidas simples, de baixo custo e altamente eficazes,traduzidas no diagnóstico da sífilis materna e no tratamento adequado da mãe e de seu parceiro sexual, resultando no tratamento simultâneo do feto. O uso do preservativo masculino ou feminino nas relações sexuais durante a gravidez é de grande importância para evitar que a criança venha nascer com sífilis.

Uma nova estratégia de prevenção em Sergipe

Considerando que,diagnóstico da sífilis realizado precocemente nos homens,seguido de um tratamento adequado através da Penicilina Benzatina,podem evitar a transmissão sexual do Treponema pallidum para a mulher, e, consequentemente, diminuir drasticamente a incidência da sífilis em gestantes e em crianças, recentemente, a Secretaria de Estado da Saúde de Sergipe, lançou uma nota técnica recomendando, como rotina, a solicitação do VDRL ou Teste Rápido para diagnóstico da Sífilis em homens durante as consultas médicas nas instituições de saúde pública e privadas e nos exames periódicos das empresas.

A Sífilis favorece a transmissão do HIV

Uma informação e grande importância, que precisamos passar para a população é que a presença de úlceras (feridas) genitais provocadas pela sífilis aumenta em até 18 vezes a possibilidade de transmissão do HIV nas relações sexuais sem preservativo.É mais um motivo para diagnosticar e realizar o  tratamento da sífilis o mais rápido possível.

 

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