*Coronel Rocha
Boa parte da população sergipana almoçou nesta véspera de São João ligada na sessão do Tribunal Superior Eleitoral, mais precisamente na sessão de julgamento da inelegibilidade de Valmir de Francisquinho (pré-candidato ao governo do estado) e seu filho Talysson de Valmir (deputado estadual exercendo o mandato).
Os dois foram sentenciados inelegíveis com perda de mandato para Talysson.
Mal o “corpo esfriou”, iniciou-se uma disputa pelo espólio do anatídeo, popularmente conhecido como Pato, como é chamado Valmir.
Esqueceram apenas que Valmir não morreu, no máximo encontra-se em situação de catalepsia, condição transitória que limitam os movimentos. mas que pode ser recuperada, dizem alguns especialistas.
Alguns mais afoitos ousaram e lançaram substitutos ou substitutas para a disputa, mas que não se assemelham ao perfil de Valmir.
Outros ensaiaram afirmar um apoio do Pato à candidatos já apostos na corrida eleitoral.
E teve também quem se apresentou como herdeiro natural do espólio de Valmir em nome da coerência.
O certo é que, sem entrar no mérito do julgamento, o prato servido ao sergipano na véspera de São João não foi um prato típico dos festejos juninos, todavia, tampouco foi servido um Pato.
*Henrique Alves Rocha é coronel reformado da PM/SE
