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Aracaju, 30 de maio de 2026

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AUDIÊNCIA DISCUTE A INSTALAÇÃO DE UM GALPÃO PARA OS CATADORES DE RECICLÁVEIS NA BARRA DOS COQUEIROS

FOTO 1- AUDIÊNCIA CATADORES

Rafaela Alves trabalha na administração da Cooperativa de Trabalhadores da Reciclagem de Barra dos Coqueiros (Catre) há cerca de um ano e vê de perto os desafios enfrentados. Sem um espaço para separar e organizar o material recolhido, a alternativa que muitos encontraram foi fazer isso na própria casa. “Alguns catadores acumulam plástico, garrafas, papelão, alumínio. Isso atrai insetos, reclamação dos vizinhos e riscos para a saúde dos catadores e suas famílias”, informou.

Aproximadamente 20 catadoras e catadores de recicláveis atuam no município da Grande Aracaju e não possuem um espaço adequado e seguro para o trabalho. O tema foi discutido nesta quinta-feira (16), no Fórum Desembargador Antônio Xavier de Assis Júnior, na sede do município. A promotora de Justiça Ana Paula Souza Viana e o procurador do Trabalho Emerson Albuquerque Resende realizaram audiência com representantes da Cooperativa de Trabalhadores da Reciclagem de Barra dos Coqueiros (Catre), Cooperativa União, Cooperativa dos Agentes Autônomos de Reciclagem de Aracaju (Care), Central de Cooperativas de Materiais Recicláveis do Estado de Sergipe (Centralrecicle), Consórcio Público de Saneamento Básico da Grande Aracaju (Consbaju) e representantes da Secretaria do Meio Ambiente da Barra dos Coqueiros.

A representante da Centralrecicle, Amanda Bispo, afirma que, sem um espaço para realizar as atividades, a cooperativa pode deixar de receber recursos importantes. “Temos um projeto com a Fundação Banco do Brasil e BNDES, com um valor de R$ 290 mil para aquisição de um caminhão para a cooperativa, mas é necessário comprovar que a Catre tem sede e regularização fundiária para receber o recurso. O nosso prazo já termina em 2027. Caso contrário, os recursos serão devolvidos”, explicou.

Durante a audiência, a representante da Catre, Rafaela Alves, informou que encontrou um terreno onde poderia ser construído o galpão da cooperativa, mas a proposta não foi acolhida pelo município. Em audiência anterior, foi discutida a possibilidade de instalação em espaço alugado, mas o município aguarda disponibilidade orçamentária.

A superintendente da Consbaju, Eliana Silva, disse que o consórcio oferece apoio aos catadores, enquanto eles não têm um galpão. “Fazemos esse trabalho junto à cooperativa, nas ações no município, para diminuir o impacto dos materiais que vão para os aterros. Estamos mobilizando para, com a ajuda dos Ministérios Públicos, conseguir esse espaço”, disse a superintendente.

Ficou agendada uma nova audiência para o próximo dia 21/07, com Ministério Público do Trabalho em Sergipe (MPT-SE), Ministério Público de Sergipe (MPSE) e a presença dos representantes das cooperativas, do consórcio, do prefeito do município e dos secretários de Governo, Finanças e de Meio Ambiente da Barra dos Coqueiros.

Com informações e foto MPT

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